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CRISE

Temendo calote, médicos da MBH podem não realizar plantão extra

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Com medo de calote por parte do governo do Estado que já anunciou não ter dinheiro para pagar plantões, médicos com contratos provisórios podem não realizar plantões extra na Maternidade Bárbara Heliodora, resultando na falta de profissionais para cobrir toda a escala de final de ano, incluindo Natal e Ano Novo.

Segundo o presidente do Sindicato dos Médicos do Acre (Sindmed-AC), Ribamar Costa, o motivo da recusa é a longa lista de atrapalhadas por parte dos gestores que demitiram, exoneraram e depois recontrataram profissionais sem a expectativa de manter os serviços, além da longa lista de cortes de direitos, como as gratificações, além do atraso do pagamento dos plantões de meses anteriores.



“Os médicos também possuem família e eles precisam ter a perspectiva de pagamento, mas, atualmente, o governo está sem credibilidade com os servidores devido a sucessivos cortes de gratificações, plantões não pagos ou pagos de forma atrasada em folha complementar”, detalhou o sindicalista.

Ribamar Costa chegou a receber diversas denúncias da renovação antecipada de contratos de trabalhos, encurtando a quantidade de horas e reduzindo o prazo de vencimento de contratos. Assim, médicos com contratos que venceriam em dezembro, janeiro ou em fevereiro de 2019 passaram a encerrar em novembro ou dezembro de 2018.

“Essa relação desleal por parte da Sesacre vem causando insegurança para os trabalhadores que se recusam em realizar plantão extra. Em diversos casos, o governo cortou 10 horas nos contratos de trabalho, mas continua colocando o servidor nos mesmos plantões para cumprir uma carga horária maior que a prevista, o que é ilegal e sem garantias para o pagamento”, afirmou o sindicalista.

Todos os casos foram narrados, provas foram reunidas e apresentadas para o Ministério Público Estadual (MPE), tendo a participação do Conselho Regional de Medicina (CRM), na última assembleia geral realizada pela categoria.

Por lei, qualquer trabalhador é obrigado a trabalhar de acordo com a carga horária prevista em contrato, com isso, plantões extras não estão nessa obrigatoriedade, assim, só realiza a atividade extra o profissional interessado que também tem o direito de receber pelos valores a mais de atuação. Assessoria.

ACRE

Mulher dá facada em namorado para se defender e bombeiros entram em área de difícil acesso para socorrê-lo no AC

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Polícia Civil informou que mulher deu facada no suspeito para se defender. Caso ocorreu no Seringal Novo Berlim, zona rural de Feijó, nesse domingo (21). Homem foi preso e liberado após pagar fiança.

Capa: Bombeiros percorreram 10 km de ramal para prestar primeiros socorros no suspeito — Foto Arquivo 9º Batalhão do Corpo de Bombeiros do Acre

Um homem, de 29 anos, levou uma facada na coxa esquerda após supostamente ter batido na namorada na tarde de domingo (21) na zona rural de Feijó, interior do Acre. Segundo a Polícia Civil, a mulher desferiu a facada em legítima defesa após apanhar do suspeito.

O suspeito teve uma hemorragia e precisou ser resgatado por bombeiros da cidade. A equipe de resgate percorreu dez quilômetros de ramal para chegar até o Seringal Novo Berlim, zona rural, para prestar os primeiros socorros e levar o homem para a cidade.

O resgate foi divulgado pelo 9º Batalhão do Corpo de Bombeiros nesta segunda-feira (22). O irmão do homem ligou para a Polícia Militar (PM-AC) para pedir socorro. Com ajuda da PM-AC e de quadriciclos, as equipes foram até o seringal e estancaram o sangramento.

Suspeito foi socorrido por bombeiros e levado para hospital de Feijó — Foto: Arquivo/9º Batalhão do Corpo de Bombeiros do Acre

Suspeito foi socorrido por bombeiros e levado para hospital de Feijó — Foto: Arquivo/9º Batalhão do Corpo de Bombeiros do Acre

O rapaz foi colocado em cima de um dos quadriciclos e levado para o Hospital Geral de Feijó. Após o atendimento médico, o homem foi preso por violência doméstica, pagou fiança e foi liberado.

A mulher foi ouvida e pediu medida protetiva contra o suspeito.

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ACRE

Rio Tarauacá volta a transbordar e atinge ruas do interior do Acre; não há desabrigados

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Nível chegou a 9,75 metros nesta segunda-feira (22) e ultrapassou a cota de transbordamento, que é 9,50 metros, na noite desse domingo (21). Quintais e ruas do bairro Senador Pompeu já estão alagados.

Águas chegaram nos quintais de algumas casas em Tarauacá — Foto: Arquivo/Defesa Civil Municipal

Águas chegaram nos quintais de algumas casas em Tarauacá — Foto: Arquivo/Defesa Civil Municipal

O Rio Tarauacá, na cidade de mesmo nome, voltou a transbordar e atingiu 9,75 metros nesta segunda-feira (22). O manancial ultrapassou a cota de transbordamento, que é 9,50 metros, na noite desse domingo (21). As águas já chegaram aos quintais e ruas do bairro Senador Pompeo, conhecido popularmente como bairro da Praia, região que fica bem próxima ao rio.

Segundo a Defesa Civil Municipal, não há desabrigados e nem desalojados e as equipes monitoram a situação. No último dia 18, o rio chegou a 9,70 metros e também atingiu alguns quintais do município.

O subtenente da Defesa Civil da cidade, João Gonzaga, disse que o Rio Jordão baixou o nível e as águas chegaram em Tarauacá, fazendo o rio local transbordar. Segundo ele, entre domingo e esta segunda, as águas do Rio Jordão vazaram mais de um metro.

Rio Tarauacá transbordou após vazante do Rio Jordão — Foto: Arquivo/Defesa Civil de Tarauacá

Rio Tarauacá transbordou após vazante do Rio Jordão — Foto: Arquivo/Defesa Civil de Tarauacá

“Essa é a dinâmica: essa água chega aqui, dá aquele pique pra gente e depois desce. Entre a manhã e o meio-dia desta segunda o rio estabilizou, permaneceu em 9,75 metros. As primeiras ruas do bairro da Praia estão com água, mas está tudo normal, todos os serviços funcionando”, destacou.

O coordenador destacou que há o planejamento para mudar a medição do rio. Ele explicou que é muito normal o manancial transbordar, por conta da baixa cota, mas que as famílias são retiradas apenas quando o nível ultrapassa os 10,30 metros.

“A gente espera que entre hoje e amanhã [terça,23] ele baixe e volte pra cota de alerta, que é 8,50 metros”, concluiu.

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ACRE

Pesquisadores desenvolvem modelo de risco de incêndio para Rio Branco

Pesquisadores desenvolvem modelo de risco de incêndio para Rio Branco.jpg

O aluno Kennedy da Silva Melo, do mestrado em Ciência Florestal (Ciflor), da Ufac, publicou, em inglês, o artigo “As consequências das Mudanças Climáticas na Amazônia Ocidental Brasileira: Uma Nova Proposta para um Modelo de Risco de Incêndio em Rio Branco, Acre”, na revista “Forests” (vol. 15, ed. 1, Qualis A2). Também são coautores do artigo Rafael Coll Delgado (orientador), Marcos Gervasio Pereira (UFRRJ) e Givanildo Pereira Ortega.

A equipe de pesquisadores desenvolveu um novo modelo de risco de incêndio para o município de Rio Branco, através de dados meteorológicos, uso da terra com uma resolução temporal-espacial para estudar e monitorar a capital acreana. Segundo eles, os incêndios florestais e outros incêndios são uma das grandes preocupações da humanidade hoje, já que se espalham e se aproximam das áreas urbanas, tornando esses ambientes totalmente inóspitos em razão das altas temperaturas, fumaça e toxicidade atmosférica causada pela queima de biomassa.

Para o professor Rafael Coll Delgado, o modelo de risco de incêndio criado poderá auxiliar a Defesa Civil e órgãos do Estado para monitoramento em tempo real e em longo prazo. “Sabemos que, muito em breve, a estação chuvosa dará lugar à estação seca e, pelos modelos climáticos que fazem essas previsões, os incêndios tenderão a ser mais severos”, ponderou. “Esse modelo poderá alertar a sociedade e servirá de orientação e benefício para a sociedade civil, além de estarmos contribuindo com pesquisa, ensino e extensão de qualidade na Ufac.”

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