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Trabalho sob pressão por não nomear deputados para funções importantes na UE | União Europeia

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Toby Helm Political editor

O governo de Keir Starmer está a ser criticado por ter falhado durante mais de quatro meses na nomeação de novos deputados e pares para um importante fórum interparlamentar UE-Reino Unido, à medida que cresce a pressão para uma cooperação mais estreita com o União Europeia após a reeleição de Donald Trump para a Casa Branca.

Hoje em um artigo para o Observador online o eurodeputado e ex-ministro do governo italiano Sandro Gozi, recentemente eleito como o novo presidente da assembleia parlamentar de parceria (PPA) entre o Reino Unido e a UE, composta por 70 membros, e o presidente do Movimento Trabalhista para Europa A deputada Stella Creasy afirma que o fracasso na reconstituição do PPA desde as eleições gerais de julho é uma questão que precisa ser abordada “urgentemente”.

Eles escrevem que desde que o Partido Trabalhista assumiu o cargo, o órgão, criado em 2021 para examinar o funcionamento do Acordo de Comércio e Cooperação pós-Brexit e construir laços de trabalho mais estreitos, não conseguiu funcionar porque o Reino Unido não tomou quaisquer medidas para estabelecer quais 30 parlamentares de Westminster formarão a delegação do país. Uma fonte parlamentar, embora crítica do facto de o governo não ter nomeado novos deputados, sugeriu que uma das razões para o atraso foi um pedido dos conservadores para esperarem até à conclusão da sua eleição de liderança.

Os apelos para que o Reino Unido trabalhe mais estreitamente com a UE em tudo, desde a política externa à defesa e ao comércio – bem como à imigração – têm aumentado desde o impressionante sucesso da reeleição de Trump.

O presidente eleito tem prometeu impor tarifas substanciais sobre todas as importações dos EUA numa medida que poderá prejudicar gravemente uma economia do Reino Unido que já sofre com a perda de acesso ao mercado único da UE em consequência do Brexit. Com Trump também falando de acabar com o financiamento dos EUA à Ucrânia na sua guerra com a Rússia, o governo do Reino Unido encontra-se numa posição de isolamento potencialmente perigoso tanto dos EUA como da UE em questões de importância económica e de segurança.

Neste contexto, diplomatas seniores e deputados trabalhistas querem agora que Starmer acelere os movimentos para se aproximar da UE.

Privadamente, diplomatas e políticos trabalhistas estão surpresos e desesperados pelo facto de muitas dessas nomeações públicas, incluindo novos enviados comerciais, não terem sido nomeadas desde as eleições. Uma fonte importante disse: “Se são todos os problemas do número 10, não sei, mas é bastante surpreendente”. Outro disse: “Eles simplesmente não queriam se concentrar no que estão fazendo com a Europa. Com Trump de volta, isso tem que mudar.”

Peter Ricketts, ex-embaixador do Reino Unido em Paris e um dos principais ex-diplomatas do país, que foi nomeado para o PPA Reino Unido-UE na sua formação, disse esperar que o governo Starmer acelere a construção de laços mais estreitos com Bruxelas.

“Eu afastar-me-ia da abordagem bastante cautelosa e gradual para melhorar as relações com a Europa”, disse ele. “É realmente importante que nos aproximemos e falemos com muito mais regularidade com os franceses, os alemães, os polacos, os italianos.

“Penso que se trata menos de mudar o tratado, o que inevitavelmente levará tempo, e mais de trabalhar em questões de política externa, como a Ucrânia, e de encontrar soluções práticas para questões como a migração.”

Creasy disse ao Observador: “A eleição de Trump mostra os riscos para o Reino Unido de seguir sozinho num mundo incerto. Temos de reconstruir a nossa relação com a Europa como parte da proteção do público contra os choques económicos, de segurança e climáticos que se avizinham.

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“No entanto, as estruturas democráticas concebidas para fazer isso não estão em funcionamento, uma vez que o Governo não definiu o que irá substituir a comissão de controlo parlamentar europeu que aboliu ou nomeou pessoas para a Assembleia Parlamentar da UE no Reino Unido. Com tanta coisa em jogo, não podemos perder mais tempo – acertar tem de ser uma prioridade antes de o novo presidente assumir o cargo.”

No seu artigo com Gozi, acrescentam: “Quando o Reino Unido deixou a UE, não abandonou apenas o maior bloco comercial do mundo. Também saiu da sala onde são tomadas decisões que afetam a nossa segurança mútua, o clima e a igualdade. Seja protegendo o futuro da Ucrânia, de Israel ou da Palestina, gerindo a necessidade de transição das nossas economias ou o desafio da migração, ambos estão agora mais pobres devido a esta ruptura. O último governo do Reino Unido considerou o Brexit uma permissão para isolar, construindo novas barreiras comerciais nas suas fronteiras em nome da Grã-Bretanha Global.

“O novo governo deixou claro que dá prioridade à colaboração com os seus vizinhos e não às queixas do passado. Os acontecimentos desta semana significam que a definição do que isso significa na prática deve agora ser acelerada.”



Leia Mais: The Guardian

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre

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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia-interna.jpg

Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.

A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).

O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.

Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.

“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.

O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.

Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.

Fhagner Soares – Estagiário



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