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Veja artistas da Bienal do Mercosul, com Iberê Camargo – 18/11/2024 – Plástico

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Silas Martí

O sentido de urgência atravessa a nova Bienal do Mercosul, com abertura marcada para março do ano que vem. Adiada por causa da tragédia climática que arrasou uma série de cidades do Rio Grande do Sul, a mostra agora tenta voltar ao prumo como manifestação de resiliência.

No comando da exposição, Raphael Fonseca afirma que “Estalo”, como decidiu chamar a mostra, tem como ponto de partida a sensação de tragédia, tanto aquelas já sentidas e superadas quanto as que se aprontam no horizonte, a ideia de que tudo pode mudar, para melhor ou pior, no curto intervalo de um estalar dos dedos da mão.

Essa que já foi uma das mostras mais influentes do calendário e perdeu relevância ao longo dos anos agora tem à frente um artífice com certo frescor. Fonseca, nome forte do Museu de Arte de Denver, nos Estados Unidos, é um carioca que vem trilhando uma carreira singular no mundo rígido das castas da arte.

De olho tanto no subúrbio fluminense quanto na movimentação das placas tectônicas do cenário estético mundial, ele parece estar ligado na tomada. Não por acaso, é o nome também por trás da mostra “Fullgás”, um resumo poderoso da arte brasileira que despontou com a redemocratização do país na década de 1980, agora em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio de Janeiro.

Sua seleção para a Bienal do Mercosul, num estado de pós-devastação, tem alguns nomes incontornáveis do cânone, entre eles Nam June Paik, o sul-coreano pioneiro da videoarte, Iberê Camargo, um dos nossos artistas mais trágicos na vida e na arte, e um recém-redescoberto Claudio Goulart, artista gay que construiu quase toda a sua trajetória na Europa e acabou esquecido em sua Porto Alegre natal, um performer visceral que plasmou as dores homossexuais em filmes, fotografias e colagens.

Outro nome aguardado da seleção é o americano Paul Mpagi Sepuya, conhecido por subverter a hipersexualização do corpo dos homens negros em retratos ao contrário, que revelam mais dos bastidores e da mise-en-scène do que a nudez. Sua presença em Porto Alegre será a primeira do artista no Brasil.

No total, serão 76 artistas, entre eles a argentina Claudia Alarcón e a paraguaia Julia Isídrez, que estão na atual Bienal de Veneza, espalhados por 18 espaços da capital gaúcha, um deles a Fundação Iberê Camargo, obra do português Álvaro Siza.

SUSTO O trabalho de Anna Maria Maiolino, uma das maiores artistas da atualidade, foi vandalizado na Bienal de Veneza, que a premiou com o Leão de Ouro pelo conjunto da obra. Sua instalação ficou fechada para restauro e reabriu com um aviso da artista, descrevendo o ato como um protesto contra a violência.

SUSTO 2 Os telefones não paravam de tocar na galeria Luisa Strina na semana passada com amigos perguntando se a mais famosa marchande do país teria morrido. Foi um erro de interpretação do convite para o lançamento do livro que celebra os 50 anos da casa. Strina, que está vivíssima e continua uma máquina, riu do episódio e reforçou o convite para a festa.

VISITA Levin Roul, o diretor da Anne Frank House, a casa-museu de Amsterdã onde morou a célebre vítima do nazismo, visitou a mostra na Unibes Cultural, em São Paulo, que reproduz o anexo secreto da residência onde a família de Frank se escondeu. Ele veio a convite de Priscilla Paroldi, diretora da Inspirar-Te, que idealizou a mostra, com a missão de recriar o espaço numa mostra a ser realizada em Nova York.


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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre

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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia-interna.jpg

Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.

A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).

O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.

Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.

“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.

O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.

Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.

Fhagner Soares – Estagiário



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