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Vidraça do ambulatório da Fundhacre estoura durante temporal com ventos de mais de 50 km/h;
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Além de casas e estabelecimentos comerciais, prédios públicos também foram afetados pelo temporal com ventos de mais de 50 quilômetros por hora que atingiu a capital acreana na tarde dessa quarta-feira (14). Foi o caso da Fundação Hospitalar do Acre (Fundhacre), na BR-364, onde a vidraça do ambulatório acabou estourando por conta do vendaval.
Um paciente que aguardava atendimento gravou um vídeo mostrando como ficou o local, com vidro estilhaçado por toda parte. As imagens viralizaram nas redes sociais. (Veja vídeo abaixo).
Vidraça do ambulatório da Fundhacre estoura durante temporal com ventos de mais de 50 km/h
A presidente em exercício da Fundação, Luciana Araújo informou que a vidraçaria já está sendo arrumada nesta quinta-feira (15) e que não houve feridos. Afirmou ainda que os atendimentos e agendamentos seguem sendo feitos normalmente.
“O vento alcançou nossa unidade por volta das 15h, então tínhamos um movimento bem menor dentro do nosso ambulatório. É uma área mais exposta e temos uma parede de vidro maior, de três folhas, e uma das folhas pela força e impacto do vento descolou, caiu e estilhaçou. Mas, é um vidro preparado e então nenhum paciente foi atingido, nenhum sofreu nenhum dano por causa disso, mas lógico que o susto é grande, o barulho assustou os pacientes, assim como a equipe. Mas, foi apenas um dano material que já tomamos todas as medidas administrativas, retirada do restante das folhas que ficaram danificadas e estamos no processo de reinstalação”, afirmou.
Também durante a chuva, o forro de uma loja de departamentos dentro do Shopping de Rio Branco quase desabou. Imagens que circulam nas redes sociais mostram muita água saindo pelos buracos das luzes no teto.
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Direção informou que nenhum paciente foi ferido e que reparos começaram a ser feitos nesta quinta (15) — Foto: Ágatha Lima/Rede Amazônica
Cerca de 40 ocorrências
Conforme balanço divulgado pelo Corpo de Bombeiros, foram atendidas cerca de 40 ocorrências relacionadas ao temporal entre essa quarta (14) e quinta (15) somente em Rio Branco.
Com relação ao desabamento de construção, foram 10 ocorrências; já de desabamento ou desmoronamento foram três; vistoria em árvore e situação de risco também três ocorrências e 24 relacionadas a corte de árvores.
A Defesa Civil Municipal informou ter atendido 25 ocorrências. Conforme o coordenador do órgão, tenente-coronel Cláudio Falcão os bairros mais atingidos estão na região da Baixada da Sobral e a previsão é que cerca de 100 imóveis foram atingidos pelo temporal.
Após a chuva, o nível do Rio Acre subiu quase meio metro em 24 horas, saindo de 1,36 metro para 1,84 metro nesta quinta (15). Mesmo assim, a situação da seca ainda é preocupante na capital. No último domingo (11), o manancial superou a menor marca histórica de 2016 e chegou a 1,29 metro.
Falta de energia
A chuva com vento forte que atingiram a capital e municípios do interior nessa quarta (14), também causaram diversos danos à rede de distribuição de energia.
A Energisa informou que cerca de 23 mil clientes tiveram o fornecimento de energia elétrica afetado por conta de árvores e objetos lançados na rede, além de postes que foram danificados devido ao vendaval. A empresa afirmou que segue nesta quinta (15) com o trabalho em regime de contingência para restabelecer o fornecimento de energia elétrica em Rio Branco.
Em nota, a Energisa afirma que o fornecimento de energia na Vila Caquetá, em Porto Acre, e no município de Bujari foi normalizado ainda na noite de quarta-feira. Em Rio Branco, os bairros mais afetados foram: Alto Alegre, Tancredo Neves, Sobral, Calafate, Montanhês, Centro e 6 de Agosto.
“A concessionária normalizou os serviços para mais de 90% dos clientes. Neste momento, a empresa está com um contingente de quatro vezes maior equipes que estão atuando nos atendimentos. A Energisa lembra a importância de não se aproximar dos cabos partidos em qualquer situação. Caso se depare com algum cabo rompido, galhos ou outros objetos na rede elétrica, fique longe e entre em contato com Energisa através de um dos canais de atendimento: aplicativo Energisa ON, Gisa (www.gisa.energisa.com.br) e callcenter 0800-647-7196.”
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Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia — Universidade Federal do Acre
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1 de junho de 2026A Ufac realizou a entrega de novos equipamentos para o Laboratório de Sismologia da Estação de Geofísica Aplicada do Acre. Os dispositivos provêm de emenda parlamentar no valor de R$ 750 mil, alocada pela deputada federal Socorro Neri (PP-AC), inseridos em um investimento global de R$ 900 mil destinados ao projeto de pesquisa da universidade. O evento ocorreu na sexta-feira, 29, no auditório do bloco do curso de Física.
O aporte viabilizou a aquisição de um sistema de videoconferência e monitoramento —composto por TVs, câmeras e nobreaks— além de workstations com GPU e servidores dedicados de alta performance para o Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI) da universidade.
A estrutura física e computacional dará suporte a uma rede de seis estações sismográficas de banda larga com telemetria, que funcionarão de forma contínua (24 horas por dia, sete dias por semana) nos municípios de Rio Branco (campus-sede), Sena Madureira, Tarauacá, Assis Brasil, Marechal Thaumaturgo e Santa Rosa do Purus.
Além de atuar no monitoramento da atividade tectônica regional para fins de proteção junto à Defesa Civil do Estado, o laboratório utilizará métodos de sísmica passiva para o mapeamento de falhas profundas com potencial de geração e migração de hidrogênio geológico.
“Este é o primeiro laboratório de sismologia da região Norte. Isso é muito importante porque nossa região sofre influência da atividade na borda de duas placas tectônicas”, explicou a reitora Guida Aquino.
Socorro Neri enfatizou o compromisso com o avanço científico regional, ressaltando que os novos dispositivos tecnológicos contribuirão diretamente para o monitoramento preciso e seguro de abalos na Amazônia.
O coordenador do projeto e da área de Física, professor Antonio Romero da Costa Pinheiro, destacou o caráter integrador do projeto. “Unimos a pesquisa de ponta à extensão universitária através da confecção de sismômetros didáticos de baixo custo com sensores Arduino para escolas públicas da rede estadual e municipal.”

Também compuseram o dispositivo de honra da solenidade a vice-reitora eleita, Almecina Balbino; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima; e o coordenador do curso de Física, Victor Ribeiro.
(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)
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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais — Universidade Federal do Acre
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1 de junho de 2026O Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac sediou uma reunião estratégica para debater alternativas de prevenção, controle, monitoramento e combate a incêndios florestais nas áreas verdes do campus-sede, projeto Humaitá e Fazenda Experimental Catuaba. O encontro ocorreu na sexta-feira, 29, na sala ambiente do PZ.
A iniciativa foi motivada pela necessidade de ampliar a articulação institucional frente à aproximação do período de estiagem. Nessa época, a combinação de vegetação seca, acúmulo de folhas e galhos e baixa umidade eleva drasticamente a vulnerabilidade desses espaços. Além do viés ambiental, a pauta destacou a relevância acadêmica das áreas para atividades de ensino, pesquisa e extensão de diversos cursos da universidade.
Os participantes discutiram propostas para fortalecer o controle de acesso, a vigilância e o planejamento preventivo. O histórico de sinistros na instituição, como o incêndio de 2010 ocorrido nas proximidades da Unidade de Tecnologia de Alimentos (Utal), foi lembrado para reforçar a urgência de tratar o tema de forma permanente.
Além disso, foi apresentada uma contextualização institucional do PZ e sua relevância para a Ufac e a sociedade acreana. O professor Rodrigo Perea expôs a pesquisa desenvolvida em 2025 por seu orientando, Moisés Pereira, aluno do doutorado Bionorte da Ufac, sobre risco de incêndio em áreas florestadas do campus-sede.
As discussões foram enriquecidas pelas contribuições do professor Moisés Barbosa de Souza, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), reconhecido por seu conhecimento sobre as áreas florestadas da Ufac, apontando para a necessidade de uma construção coletiva que envolva orientação, resposta rápida e proteção da biodiversidade.
“Esperamos que a organização de alternativas de prevenção, monitoramento e combate ao risco de incêndios florestais nas áreas da Ufac avance significativamente em 2026”, disse o diretor substituto do PZ, Wanderson Gomes. “Diante da previsão de uma estiagem mais severa, é fundamental que a universidade esteja preparada para agir de forma planejada, integrada e preventiva.”
Também participaram da reunião representantes da Prefcam, do CCBN, do CFCH, dos cursos de Geografia e Medicina Veterinária, do doutorado Bionorte, além de servidores e colaboradores ligados à temática ambiental.
Próximos passos
Para dar materialidade às ações propostas, foram definidos os seguintes encaminhamentos práticos:
– 3 de junho às 8h: visita in loco à trilha interna do PZ (trajeto de aproximadamente 3 quilômetros) para mapear pontos críticos, gargalos de acesso e possibilidades de intervenção;
– 12 de junho às 8h30: nova reunião de trabalho com o objetivo de dar continuidade às discussões e avançar na consolidação de medidas integradas.
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Projeto da Ufac integra exposição sobre memória da covid-19 — Universidade Federal do Acre
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28 de maio de 2026O projeto de extensão Relatos de Maternidade, da Ufac, desenvolvido entre setembro e dezembro de 2020, compõe a exposição A Infinita Memória da Pandemia: A História da Covid-19, cuja cerimônia de inauguração ocorreu na terça-feira, 26, no shopping Conjunto Nacional, em Brasília, e que também passará por Fortaleza, Manaus, Porto Alegre e São Paulo.
O projeto foi desenvolvido pelas professoras Ana Letícia de Fiori, do curso de Ciências Sociais e do programa de pós-graduação em Artes Cênicas, e Camila Bylaardt Volker, à época do curso de Letras e atualmente servidora do Ministério das Mulheres. Elas e seis estudantes entrevistaram, por WhatsApp, mais de 50 mulheres e mães, coletando relatos sobre suas experiências de maternidade e vida.
O trabalho abordou, ainda, cuidados, trabalho, família, medos, esperanças e projetos afetados pela pandemia da covid-19 no Acre, originando um e-book (162 p.) lançado pela Editora da Ufac (Edufac) em 2025, disponível para leitura online e download gratuito. Além disso, passou a integrar o Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, como coleção.
Nessa quarta-feira, 27, as professoras Ana Letícia e Camila participaram, tratando dos relatos de maternidades, de mesa-redonda com os organizadores dos projetos Fala, Parente (PET Indígena, Unifap), a qual contou com depoimentos de indígenas do Amapá, Pará e Guiana Francesa.
A exposição levará a capitais brasileiras parte das coleções do Memorial da Pandemia de Covid-19, sediado no Rio de Janeiro e desenvolvido pela Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde, Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde e Centro de Humanidades Digitais da Unicamp.
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