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Yunus, de Bangladesh, busca tempo, diz roteiro eleitoral após reformas | Notícias de protestos

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BangladeshO líder interino do governo, Muhammad Yunus, apelou à “paciência” da nação, prometendo que as eleições gerais seriam realizadas após a conclusão das reformas eleitorais e institucionais, num discurso televisivo assinalando os 100 dias no cargo.

“Prometo que realizaremos as tão esperadas eleições assim que as reformas necessárias e essenciais estiverem concluídas”, disse Yunus, que foi encarregado de liderar o governo de transição após a destituição da primeira-ministra Sheikh Hasina em agosto.

O líder de 84 anos prometeu que uma comissão eleitoral seria formada “dentro de alguns dias”, mas não forneceu um calendário específico para as eleições, citando a necessidade de reformas eleitorais e constitucionais significativas.

“Peço sua paciência até então. Nosso objetivo é construir um sistema eleitoral que perdure por décadas. Para isso, precisamos de algum tempo.”

Único ganhador do Nobel do país, conhecido por seu trabalho pioneiro em microfinanças, Yunus foi encarregado de reconstruindo instituições democráticas após o mandato de 15 anos de Hasina.

Yunus foi nomeado “conselheiro-chefe” em 9 de agosto, após protestos que acabou com o governo autoritário de Hasina.

Responsabilidade

O protestos mortais começou em julho, depois que estudantes universitários exigiram a abolição de um polêmico sistema de cotas em cargos públicos que, segundo eles, favorecia os apoiadores do partido do governo. Embora o tribunal superior do Bangladesh tenha eliminado a quota, os protestos rapidamente se transformaram num apelo mais amplo à remoção do regime “autocrático” de Hasina, marcado por alegações de violações generalizadas de direitos.

A resposta do governo foi um dos capítulos mais sangrentos da história do Bangladesh, quando as forças de segurança espancaram os manifestantes e dispararam gás lacrimogéneo e munições reais contra manifestantes pacíficos, matando mais de 1.000 pessoas em três semanas e prendendo milhares de outras.

Yunus disse no domingo que cerca de 1.500 pessoas foram mortas nas semanas de protestos que derrubaram o governo Hasina, acrescentando que até 3.500 podem ter sido sequestradas à força durante seu governo de 15 anos.

Yunus prometeu investigar todas as violações dos direitos humanos, incluindo alegados desaparecimentos forçados enquanto Hasina estava no poder.

O líder interino disse que a sua administração irá procurar a extradição da primeira-ministra destituída da Índia, onde ela está exilada desde que fugiu da revolta em massa liderada por estudantes em agosto.

“Buscaremos o retorno da autocrata caída Sheikh Hasina da Índia”, disse Yunus. “Já discuti a questão com o Procurador-Geral do Tribunal Penal Internacional, Karim Khan.”

Um mandado de prisão foi emitido para Hasina, 77 anos, que fugiu para a Índia de helicóptero enquanto manifestantes invadiam sua residência. Ela enfrenta acusações de “massacres, assassinatos e crimes contra a humanidade” e foi intimada a comparecer em tribunal em Dhaka.

O pedido de extradição poderá prejudicar as relações com a Índia, um importante aliado regional que manteve laços estreitos com Hasina durante o seu mandato.

“Devemos ser capazes de resolver o problema amigavelmente entre a Índia e o Bangladesh”, disse Yunus à Al Jazeera numa entrevista à margem da Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas COP29, de 11 a 22 de Novembro. “Chamamos a atenção das autoridades indianas que vocês a estão hospedando, tudo bem, mas por favor, certifiquem-se de que ela não crie problemas para nós.”.

Desafio ‘Monumental’

Yunus tem conversado com partidos políticos, incluindo o Partido Nacionalista de Bangladesh, liderado pela ex-primeira-ministra Khaleda Zia, principal rival de Hasina, que busca eleições dentro de dois a três meses. O partido acredita que formará o próximo governo, já que o partido Liga Awami de Hasina e seus aliados enfrentam um desastre político após sua destituição.

“À medida que avançamos, precisamos concluir muito trabalho”, disse Yunus em seu discurso. “O trem chegará à sua estação final dependendo da rapidez com que conseguirmos estabelecer os trilhos, e isso acontecerá através do consenso entre os partidos políticos.”

Na sua entrevista à Al Jazeera, Yunus reconheceu os desafios que temos pela frente.

“Bangladesh está profundamente mergulhado na corrupção por causa do sistema que tivemos durante os últimos 15 anos – má gestão, má governação, a destruição das nossas instituições”, disse ele, acrescentando que a reconstrução do sistema “ponto por ponto, sector por sector” será uma tarefa difícil. “grande tarefa”.

O analista do International Crisis Group, Thomas Kean, classificou o desafio enfrentado por Yunus como “monumental”, alertando que “estão surgindo fissuras na frágil aliança” que o empurrou ao poder.

“Por enquanto, Yunus e os seus colegas têm amplo apoio, mas as expectativas populares são de dois gumes”, disse o think tank de Kean num relatório na quinta-feira.

“Se a administração interina falhar na realização de reformas, o resultado será provavelmente uma eleição antecipada com poucos progressos; na pior das hipóteses, os militares poderiam assumir o poder.”



Leia Mais: Aljazeera

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Ufac realiza formatura de alunos do CAp pela 1ª vez no campus-sede — Universidade Federal do Acre

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Ufac realiza formatura de alunos do CAp pela 1ª vez no campus-sede — Universidade Federal do Acre

A Ufac realizou a cerimônia de certificação dos estudantes concluintes do ensino médio do Colégio de Aplicação (CAp), referente ao ano letivo de 2025. Pela primeira vez, a solenidade ocorreu no campus-sede, na noite dessa quinta-feira, 29, no Teatro Universitário, e marcou o encerramento de uma etapa da formação educacional de jovens que agora seguem rumo a novos desafios acadêmicos e profissionais.

A entrada da turma Nexus, formada pelos concluintes do 3º ano, foi acompanhada pela reitora Guida Aquino; pelo diretor do CAp, Cleilton França dos Santos; pela vice-diretora e patronesse da turma, Alessandra Lima Peres de Oliveira; pelo paraninfo, Gilberto Francisco Alves de Melo; pelos homenageados: professores Floripes Silva Rebouças e Dionatas Ulises de Oliveira Meneguetti; além da inspetora homenageada Suzana dos Santos Cabral.

Guida destacou a importância do momento para os estudantes, suas famílias e toda a comunidade escolar. Ela parabenizou os formandos pela conquista e reconheceu o papel essencial dos professores, da equipe pedagógica e dos familiares ao longo da caminhada. “Tenho certeza de que esses jovens seguem preparados para os próximos desafios, levando consigo os valores da educação pública, do conhecimento e da cidadania. Que este seja apenas o início de uma trajetória repleta de conquistas. A Ufac continua de portas abertas e aguarda vocês.”

Durante o ato simbólico da colocação do capelo, os concluintes reafirmaram os valores que orientaram sua trajetória escolar. Em nome da turma, a estudante Isabelly Bevilaqua Rodrigues fez o discurso de oradora.

A cerimônia seguiu com a entrega dos diplomas e as homenagens aos professores e profissionais da escola indicados pelos concluintes, encerrando a noite com o registro da foto oficial da turma.

 



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Especialização em Enfermagem Obstétrica tem aula inaugural — Universidade Federal do Acre

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Especialização em Enfermagem Obstétrica tem aula inaugural — Universidade Federal do Acre

O curso de especialização em Enfermagem Obstétrica teve sua aula inaugural nesta terça-feira, 27, na sala Pedro Martinello do Centro de Convenções, campus-sede da Ufac. O curso é promovido pela Universidade Federal de Minas Gerais, com financiamento do Ministério da Saúde, no âmbito da Rede Alyne; a Ufac é um dos 39 polos que sedia essa formação em nível nacional.

A especialização é presencial, com duração de 16 meses e carga horária de 720 horas; tem como objetivo a formação e qualificação de 21 enfermeiros que já atuam no cuidado à saúde da mulher, preparando-os para a atuação como enfermeiros obstetras. A maior parte dos profissionais participantes é oriunda do interior do Estado do Acre, com predominância da regional do Juruá.

“Isso representa um avanço estratégico para o fortalecimento da atenção obstétrica qualificada nas regiões mais afastadas da capital”, disse a coordenadora local do curso, professora Sheley Lima, que também ressaltou a relevância institucional e social da ação, que está alinhada às políticas nacionais de fortalecimento da atenção à saúde da mulher e de redução da morbimortalidade materna.

A aula inaugural foi ministrada pela professora Ruth Silva Lima da Costa, com o tema “Gravidez na Adolescência e Near Miss Neonatal na Região Norte: Dados da Pesquisa Nascer no Brasil 2”. Ela é doutora em Ciências da Saúde pela Fiocruz, enfermeira da Ufac e docente da Uninorte.

 



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Calendário 2026 do Acre: Veja o calendário do Governo e Judiciário que vai ditar o ritmo do ano

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Clique aqui para baixar o calendário estadual completo: Decreto 11.809, Calendário 2026 Acre, ed. 14.173-B, de 22.12.2025

Há quem organize a vida por metas, há quem organize por boletos… e existe um grupo que planeja o ano inteiro por uma régua silenciosa, porém poderosa: o calendário oficial. Desde início de janeiro, essa régua ganhou forma no Acre com dois instrumentos que, na prática, definem como o Estado vai pulsar em 2026 — entre atendimentos, plantões, prazos, audiências e aquele respiro estratégico entre uma data e outra.

De um lado, o Governo do Estado publicou o Decreto nº 11.809, de 22 de dezembro de 2025, fixando feriados e pontos facultativos de 2026 para os órgãos do Poder Executivo, do dia 1º de janeiro ao último dia do ano, com a ressalva de que serviços essenciais não podem parar.

Do outro, o Tribunal de Justiça do Acre respondeu com a sua própria cartografia do tempo: a Portaria nº 6569/2025, que institui o calendário do Poder Judiciário acreano para 2026, preservando o funcionamento em regime de plantão sempre que não houver expediente. O texto aparece no DJe (edição nº 7.925) e também em versão integral, como documento administrativo autônomo.

Clique aqui para baixar o calendário forense completo: DJE – Portaria 6.5692025, edição 7.925, 22.12.2025

O “mapa do descanso” tem regras — e tem exceções

No calendário do Executivo, as datas nacionais aparecem como pilares já conhecidos (como Confraternização Universal, Tiradentes, Dia do Trabalho, Independência, Natal), mas o decreto também reforça a identidade local com feriados estaduais e pontos facultativos típicos do Acre.

Chamam atenção duas engrenagens que costumam passar despercebidas fora da rotina pública:

  1. ponto facultativo não é sinônimo de folga garantida — a chefia pode convocar para expediente normal por necessidade do serviço;
  2. quando o servidor é convocado nesses dias, o decreto prevê dispensa de compensação para quem cumprir horário no ponto facultativo.

No Judiciário, a lógica é parecida no objetivo (manter o Estado funcionando), mas diferente na mecânica. A Portaria do TJAC prevê expressamente que, havendo necessidade, pode haver convocação em regime de plantão, respeitando-se o direito à compensação de horas, conforme regramento administrativo interno.

Quando o município faz aniversário, a Justiça muda o passo

O “calendário do fórum” também conversa com o mapa das cidades. A Portaria prevê que, em feriado municipal por aniversário do município, não haverá expediente normal nas comarcas correspondentes — apenas plantão. E, quando o município declara ponto facultativo local, a regra traz até prazo de comunicação no interior: pelo menos 72 horas de antecedência para informar se haverá adesão.

É o tipo de detalhe que não vira manchete — mas vira realidade para quem depende de balcão, distribuição, atendimento e rotina de cartório.

Um ano que já começa “com cara de planejamento”

Logo na largada, o Executivo lista 1º de janeiro como feriado nacional e já prevê, para 2 de janeiro, ponto facultativo (por decreto específico citado no anexo). Também aparecem o Carnaval e a Quarta-feira de Cinzas como pontos facultativos, desenhando, desde cedo, o recorte de semanas que tendem a ser mais curtas e mais estratégicas.

No Judiciário, a Portaria organiza o mesmo período com olhar forense — e, além de datas comuns ao calendário civil, agrega as rotinas próprias do Poder Judiciário, preservando a prestação jurisdicional via plantões e regras de compensação.

Rio Branco também entra no compasso de 2026

Para além do calendário estadual e do Judiciário, a capital também oficializou seu próprio “mapa do tempo”: o Prefeito de Rio Branco editou o Decreto Municipal nº 3.452, de 30/12/2025, estabelecendo os feriados e pontos facultativos de 2026 para os órgãos e entidades do Poder Executivo Municipal, com referência expressa ao calendário do Estado.

Na prática, a cidade reforça o mesmo recado institucional: serviços essenciais não param, funcionando por escala ou plantão, e os gestores ficam autorizados a convocar servidores em dias de ponto facultativo, sem exigência de compensação para quem cumprir expediente. No anexo, aparecem datas que impactam diretamente a rotina da população, como o Carnaval (16 a 18/02, ponto facultativo), o Dia do Servidor Público (28/10, ponto facultativo) e o Aniversário de Rio Branco (28/12, feriado municipal) — fechando o ano com a véspera de Ano Novo (31/12, ponto facultativo).

Clique aqui para baixar o calendário municipal completo: DOE, edição 3.452, de 30.12.2025 – Calendário Prefeitura de Rio Branco-AC

Por que isso importa 

O calendário oficial é mais do que uma lista de “dias marcados”: ele é o roteiro do funcionamento do Estado. Para o cidadão, significa previsibilidade; para advogados e jurisdicionados, significa atenção ao modo como cada órgão funcionará em datas críticas; para gestores, significa logística e escala; e para o próprio Acre, significa um desenho institucional que equilibra tradição, trabalho e continuidade.

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