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9 gráficos que mostram o progresso do mundo – DW – 20/11/2024

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Para alcançar zero líquido CO2 e criarem economias neutras em carbono, os países têm de garantir que, para todo o CO2 que emitem, removem uma quantidade igual da atmosfera — ou, em primeiro lugar, não emitem nenhum. Afastar-se do carvão, do petróleo e do gás seria um primeiro passo importante rumo à neutralidade carbónica.

#1 Quanto dependemos dos combustíveis fósseis?

A maioria das economias ainda depende fortemente dos combustíveis fósseisenquanto a percentagem de energias renováveis ​​no mix está a crescer lenta mas continuamente.

De acordo com o “Energy Institute” britânico, uma associação empresarial para empresas que trabalham no setor de energia, os líderes regionais em 2023 no consumo de energia de fontes renováveis ​​são a Noruega na Europa (72%), o Brasil nas Américas (50%), a Nova Zelândia ( 43%) e Vietname (23%) na região da Ásia e Pacífico.

Entretanto, países como a Argélia, Omã, Kuwait, Bangladesh e Singapura ainda dependem de combustíveis fósseis para obter mais de 98% da sua energia. Com 88%, a Polónia consome a maior percentagem de combustíveis fósseis na Europa.

No entanto, os pontos críticos para as centrais eléctricas a carvão estão localizados noutros locais. Dos 6.525 locais operacionais, a China abriga 3.168, seguida pela Índia (845) e pelos EUA (408). As suas três primeiras posições não são afetadas pelo facto de terem desativado, reformado e cancelado coletivamente 3.927 centrais a carvão desde 2000, de acordo com o Global Energy Monitor, uma ONG que faz a curadoria de dados sobre projetos de combustíveis fósseis e de energias renováveis ​​em todo o mundo.

Para defender o Acordo de Parise limitar o aquecimento global em 1,5 graus em comparação com os níveis pré-industriais, o mundo precisa de abandonar rapidamente o carvão. De acordo com o jornal com sede em Berlim think tank Análise Climáticaseria necessária uma redução de 80% dos níveis globais de 2020 – cerca de 9.300 terawatts-hora – para 1.700 TWh antes do final da década.

#2 De onde vem a energia para aquecimento e eletricidade?

O consumo global de energia acima descrito está dividido em três setores: energia utilizada nos transportes, eletricidade e aquecimento.

O calor é a maior utilização final de energia, de acordo com uma análise da organização intergovernamental com sede em Paris, a Agência Internacional de Energia (AIE). “O fornecimento de aquecimento para residências, indústrias e outras aplicações é responsável por cerca de metade do consumo total de energia.”

Atualmente, cerca de 14% do calor é produzido a partir de fontes renováveis ​​e a AIE prevê que esta percentagem aumentará para 18% até 2028.

Nos edifícios de apartamentos para arrendamento partilhado, a escolha da fonte de energia utilizada para aquecimento nem sempre é uma opção, mas os consumidores geralmente têm uma escolha quando se trata de obter eletricidade.

Os países do Médio Oriente obtêm a menor parte da sua eletricidade a partir de energias renováveis ​​(4%). Outras regiões como África (24%) e particularmente a América Latina e as Caraíbas (62%) têm resultados muito melhores – especialmente considerando que todas as três regiões produzem quantidades semelhantes de energia.

A geração de eletricidade também é relevante para a transição do setor dos transportes para um futuro neutro em carbono. Veículos elétricos não seriam amigos do clima se a energia utilizada para os carregar fosse gerada a partir de combustíveis fósseis.

#3 Como está a mudar o setor dos transportes?

O progresso é lento. Embora as vendas globais de automóveis estejam em declínio, a grande maioria dos vendidos ainda são modelos com motor de combustão. Dos 76,1 milhões de carros vendidos em 2023, 18% (quase 14 milhões) eram elétricos.

Para outros meios de transporte poluentes, como aviação ainda não existem alternativas dignas de nota. Dito isto, Airbus disse está planejando desenvolver uma aeronave movida a hidrogênio para viagens comerciais até 2035.

#4 Quão bem estamos protegendo os ecossistemas?

Resumindo: não está bem o suficiente. Embora tenha havido vários esforços de expansão florestal em todo o mundo nas últimas décadas – com pico entre 2000 e 2010, com 10 milhões de novos hectares (24,7 milhões de acres) por ano – desmatamento ocorreu em um ritmo mais rápido.

A mudança líquida na área florestal ao longo das últimas décadas mostra como os actuais esforços para plantar novas árvores na América do Sul e em África estão muito aquém de compensar as árvores abatidas.

Isto é particularmente digno de nota, uma vez que ambas as regiões têm uma participação importante na área de florestas dentro de áreas protegidas – o que põe em questão a eficácia real das áreas de proteção.

#5 Como evoluiu o investimento em energias renováveis?

Renováveis estão em trajetória ascendente. Segundo a Agência Internacional de Energia, outras fontes de energia atraíram mais investimento do que combustíveis fósseis nos últimos anos. Enquanto em 2015 mais de metade de todos os investimentos foram em combustíveis fósseis, em 2024 estima-se que este número tenha caído para um terço.

Editado por Anke Rasper e Tamsin Walker, este artigo foi publicado originalmente em 2021. Foi atualizado para refletir os desenvolvimentos desde a COP26.

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Curso de Medicina Veterinária da Ufac promove 4ª edição do Universo VET — Universidade Federal do Acre

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Curso de Medicina Veterinária da Ufac promove 4ª edição do Universo VET — Universidade Federal do Acre

As escolas da rede municipal realizam visitas guiadas aos espaços temáticos montados especialmente para o evento. A programação inclui dois planetários, salas ambientadas, mostras de esqueletos de animais, estudos de células, exposição de animais de fazenda, jogos educativos e outras atividades voltadas à popularização da ciência.

A pró-reitora de Inovação e Tecnologia, Almecina Balbino, acompanhou o evento. “O Universo VET evidencia três pilares fundamentais: pesquisa, que é a base do que fazemos; extensão, que leva o conhecimento para além dos muros da Ufac; e inovação, essencial para o avanço das áreas científicas”, afirmou. “Tecnologias como robótica e inteligência artificial mostram como a inovação transforma nossa capacidade de pesquisa e ensino.”

A coordenadora do Universo VET, professora Tamyres Izarelly, destacou o caráter formativo e extensionista da iniciativa. “Estamos na quarta edição e conseguimos atender à comunidade interna e externa, que está bastante engajada no projeto”, afirmou. “Todo o curso de Medicina Veterinária participa, além de colaboradores da Química, Engenharia Elétrica e outras áreas que abraçaram o projeto para complementá-lo.”

Ela também reforçou o compromisso da universidade com a democratização do conhecimento. “Nosso objetivo é proporcionar um dia diferente, com aprendizado, diversão, jogos e experiências que muitos estudantes não têm a oportunidade de vivenciar em sala de aula”, disse. “A extensão é um dos pilares da universidade, e é ela que move nossas ações aqui.”

A programação do Universo VET segue ao longo do dia, com atividades interativas para estudantes e visitantes.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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Doutorandos da Ufac elaboram plano de prevenção a incêndios no PZ — Universidade Federal do Acre

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Doutorandos da Ufac elaboram plano de prevenção a incêndios no PZ — Universidade Federal do Acre

Doutorandos do Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade e Biotecnologia da Amazônia Legal (Rede Bionorte) apresentaram, na última quarta-feira, 19, propostas para o primeiro Plano de Prevenção e Ações de Combate a Incêndios voltado ao campus sede e ao Parque Zoobotânico da Universidade Federal do Acre (Ufac). A atividade foi realizada na sala ambiente do PZ, como resultado da disciplina “Fundamentos de Geoinformação e Representação Gráfica para a Análise Ambiental”, ministrada pelo professor Rodrigo Serrano.

A ação marca a primeira iniciativa formalizada voltada à proteção do maior fragmento urbano de floresta em Rio Branco. As propostas foram desenvolvidas com o apoio de servidores do PZ e utilizaram ferramentas como o QGIS, mapas mentais e dados de campo.

Entre os produtos apresentados estão o Mapa de Risco de Fogo, com análise de vegetação, áreas urbanas e tráfego humano, e o Mapa de Rotas e Pontos de Água, com trilhas de evacuação e açudes úteis no combate ao fogo.

Os estudos sugerem a criação de um Plano Permanente com ações como: Parcerias com o Corpo de Bombeiros; Definição de rotas de fuga e acessos de emergência; Manutenção de aceiros e sinalização; Instalação de hidrantes ou reservatórios móveis; Monitoramento por drones; Formação de brigada voluntária e contratação de brigadistas em período de estiagem.

O Parque Zoobotânico abriga 345 espécies florestais e 402 de fauna silvestre. As medidas visam garantir a segurança da área, que integra o patrimônio ambiental da universidade.

“É importante registrar essa iniciativa acadêmica voltada à proteção do Campus Sede e do PZ”, disse Harley Araújo da Silva, coordenador do Parque Zoobotânico. Ele destacou “a sensibilidade do professor Rodrigo Serrano ao propor o desenvolvimento do trabalho em uma área da própria universidade, permitindo que os doutorandos apliquem conhecimentos técnicos de forma concreta e contribuam diretamente para a gestão e segurança” do espaço.

Participaram da atividade os doutorandos Alessandro, Francisco Bezerra, Moisés, Norma, Daniela Silva Tamwing Aguilar, David Pedroza Guimarães, Luana Alencar de Lima, Richarlly da Costa Silva e Rodrigo da Gama de Santana. A equipe contou com apoio dos servidores Nilson Alves Brilhante, Plínio Carlos Mitoso e Francisco Félix Amaral.

 



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Ufac sedia 10ª edição do Seminário de Integração do PGEDA — Universidade Federal do Acre

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Ufac sedia 10ª edição do Seminário de Integração do PGEDA — Universidade Federal do Acre

A Rede Educanorte é composta por universidades da região amazônica que ofertam doutorado em Educação de forma consorciada. A proposta é formar pesquisadores capazes de compreender e enfrentar os desafios educacionais da Amazônia, fortalecendo a pós-graduação na região.

Coordenadora geral da Rede Educanorte, a professora Fátima Matos, da Universidade Federal do Pará (UFPA), destacou que o seminário tem como objetivo avaliar as atividades realizadas no semestre e planejar os próximos passos. “A cada semestre, realizamos o seminário em um dos polos do programa. Aqui em Rio Branco, estamos conhecendo de perto a dinâmica do polo da Ufac, aproximando a gestão da Rede da reitoria local e permitindo que professores, coordenadores e alunos compartilhem experiências”, explicou. Para ela, cada edição contribui para consolidar o programa. “É uma forma de dizer à sociedade que temos um doutorado potente em Educação. Cada visita fortalece os polos e amplia o impacto do programa em nossas cidades e na região Norte.”

Durante a cerimônia, o professor Mark Clark Assen de Carvalho, coordenador do polo Rio Branco, reforçou o papel da Ufac na Rede. “Em 2022, nos credenciamos com sete docentes e passamos a ser um polo. Hoje somos dez professores, sendo dois do Campus Floresta, e temos 27 doutorandos em andamento e mais 13 aprovados no edital de 2025. Isso representa um avanço importante na qualificação de pesquisadores da região”, afirmou.

Mark Clark explicou ainda que o seminário é um espaço estratégico. “Esse encontro é uma prática da Rede, realizado semestralmente, para avaliação das atividades e planejamento do que será desenvolvido no próximo quadriênio. A nossa expectativa é ampliar o conceito na Avaliação Quadrienal da Capes, pois esse modelo de doutorado em rede é único no país e tem impacto relevante na formação docente da região norte”, pontuou.

Representando a reitora Guida Aquino, o diretor de pós-graduação da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg), Lisandro Juno Soares, destacou o compromisso institucional com os programas em rede. “A Ufac tem se esforçado para estruturar tanto seus programas próprios quanto os consorciados. O Educanorte mostra que é possível, mesmo com limitações orçamentárias, fortalecer a pós-graduação, utilizando estratégias como captação de recursos por emendas parlamentares e parcerias com agências de fomento”, disse.

Lisandro também ressaltou os impactos sociais do programa. “Esses doutores e doutoras retornam às suas comunidades, fortalecem redes de ensino e inspiram novas gerações a seguir na pesquisa. É uma formação que também gera impacto social e econômico.”

A coordenadora regional da Rede Educanorte, professora Ney Cristina Monteiro, da Universidade Federal do Pará (UFPA), lembrou o esforço coletivo na criação do programa e reforçou o protagonismo da região norte. “O PGEDA é hoje o maior programa de pós-graduação da UFPA em número de docentes e discentes. Desde 2020, já formamos mais de 100 doutores. É um orgulho fazer parte dessa rede, que nasceu de uma mobilização conjunta das universidades amazônicas e que precisa ser fortalecida com melhores condições de funcionamento”, afirmou.

Participou também da mesa de abertura o vice-reitor da Ufac, Josimar Batista Ferreira.



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