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‘Alguém está ouvindo’: o medo e o desejo das famílias ISIL mantidas em al-Hol | Notícias do ISIL/ISIS
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Muitos dos detidos do acampamento optaram por ficar em casa naquele dia empoeirado, mas Asma decidiu enfrentar os elementos e aproveitar um mercado menos lotado.
Com seus quatro filhos próximos ao seu lado, ela examinou a seleção de vegetais em uma pequena barraca, pesando que pratos podiam reunir com as opções limitadas à venda.
O filho mais velho de Asma, uma menina precoce de nove anos com uma faixa de coleta vermelha e um traje rosa embalou o filho mais novo, uma menina de um ano de idade querubica envoltava uma jaqueta acolchoada.
Ela ajustou o capô da jaqueta de sua irmã, que escorregou, fazendo com que a criança se contorcesse enquanto a poeira girava em volta do rosto.
Ela puxou a irmãzinha para o peito protetoramente, desenhando um aceno caloroso da aprovação de sua mãe.
Asma passa a maior parte de seus dias com seus filhos porque não sente que as instalações educacionais no acampamento atendem às suas necessidades.
Enquanto ela falava, seus dois filhos explodiram em uma briga espontânea.
Sua expressão traiu uma profunda melancolia. “É difícil criar filhos aqui”, ela admitiu, seu olhar abaixou.
A monotonia da vida cotidiana no acampamento, explicou, muitas vezes pode levar as crianças a lutar e ela pode achar difícil controlar seus filhos.
Além disso, em seus sete anos no acampamento, Asma viu os preços subirem ao ponto de agora ser difícil comprar comida suficiente para alimentar seus filhos em crescimento.
As ONGs distribuem rações diárias de alimentos em Al-Hol, mas muitos detidos complementam essas refeições prontas e ingredientes básicos com produtos frescos do mercado, usando dinheiro enviado por parentes ou ganhos de empregos nas instalações médicas e educacionais do acampamento operadas pelas ONGs.
A família de Asma viveu o período mais turbulento do acampamento, que viu mais de 100 homicídios de 2020 a 2022 e deixou um profundo impacto psicológico nos filhos do acampamento, que compõem mais da metade de sua população.
Em 2021, de acordo com Save the Children, dois moradores eram mortos toda semana, tornando o acampamento, per capita, um dos lugares mais perigosos do mundo para ser criança.
É um período em que Abed, um soldador de turco iraquiano de Mosul que preferiu dar apenas um nome, manteve seus quatro filhos dentro de sua barraca o tempo todo.
Quando Al Jazeera conheceu Abed, 39 anos, ele estava trabalhando sob o abrigo da loja de reparos da família em uma rua lateral do mercado. A loja, juntamente de pedaços de madeira e folhas de plástico, atende a qualquer maquinaria que os detidos do acampamento precisem consertar.
Ele guiou seu filho adulto, que tem 20 e poucos anos, metodicamente por meio de um complexo processo de soldagem, os dois sorrindo um para o outro enquanto compartilhavam uma piada particular e o vento uivante levava suas palavras a partir do alcance da voz.

Abed pegou uma tocha de solda enquanto seu filho segurava um pedaço de metal no lugar com um par de pinças.
Ele ensinou a seus filhos seu ofício, mas isso, disse ele, é apenas para que eles possam “sobreviver no dia-a-dia”, acrescentando que isso não lhes dará as ferramentas para desfrutar de uma vida completa e gratificante.
“O futuro dos meus filhos se foi”, disse Abed com uma pitada de amargura em sua voz. “Eles perderam muita escola.”
Sabe -se que várias organizações de ajuda administram instalações educacionais, mas os agentes suspeitos de ISIL são conhecidos por atacá -los, então Abed sente que é mais seguro manter seus filhos longe até que possam ir para casa.
“Tivemos uma boa vida em Mosul. Meus filhos foram para a escola e estava tudo bem, mas agora “ele respirou fundo,” muito tempo passou “.
“Isso é difícil de engolir como pai, porque a escola é tudo”.
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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre
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26 de junho de 2026A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.
Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.
Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.
O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.
Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.
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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre
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23 de junho de 2026O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.
O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.
A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.
O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.
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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre
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17 de junho de 2026A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.
Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.
A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.
“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).
A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.
“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”
A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.
Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.
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