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“Apelo de Lula é que medidas fiscais não sejam des…

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Gustavo Maia

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, se reuniu com o presidente Lula na manhã desta segunda-feira, na casa dele em São Paulo, um dia após o petista receber alta do Hospital Sírio-Libanês, e comentou que o apelo do chefe sobre a questão fiscal é que as medidas do pacote de corte de gastos enviadas ao Congresso não sejam “desidratadas” pelos parlamentares. O projeto está em tramitação na Câmara dos Deputados e ainda precisará passar pelo Senado até o fim desta semana. Ele também afirmou que conversou com Lula sobre a reforma tributária, cujo principal projeto de regulamentação foi aprovado na semana passada pelos senadores, com alterações, e será submetido nos próximos dias aos deputados.

“Eu tive um despacho relativamente longo aqui com o presidente. O presidente está muito bem disposto, tivemos um despacho absolutamente tranquilo, falamos sobre vários assuntos. Expus para ele a situação da reforma tributária, o estado da arte, o que está para ser decidido pela Câmara, agora em caráter definitivo. Também tratamos das questões das medidas fiscais, também apresentei para ele os relatores, como é que a gente está tentando encaminhar, a necessidade de votação essa semana e alguns projetos das reformas microeconômicas também que precisam ser votadas essa semana. Então, eu dei o quadro para ele desses três blocos de medidas, coloquei ele a par também da situação de cada uma delas, tanto no Senado quanto na Câmara, para que ele pudesse eventualmente julgar a conveniência de tomar alguma providência, dar algum telefonema tranquilizador para acelerar as coisas. Então, eu estou voltando para Brasília porque tem muito trabalho lá”, relatou Haddad.

Questionado sobre a declaração de Lula, em entrevista concedida neste domingo ao Fantástico, da TV Globo, de que ninguém se preocupa mais com a questão fiscal quanto ele, e se há algo de “concreto” que possa ser adicionado à proposta do governo, o ministro respondeu que “o apelo que ele está fazendo é para que as medidas não sejam desidratadas”. “Nós temos aí um conjunto de medidas que garantem a robustez do arcabouço fiscal, nós estamos muito convencidos de que vamos continuar cumprindo as metas fiscais nos próximos anos”, comentou.

“Aliás, para a surpresa de alguns, nós não só não alteramos como vamos cumprir a meta de 2024. Se não fosse o contratempo que tivemos com o Perse e com a desoneração da folha, nós teríamos nesse primeiro ano de orçamento do governo Lula superávit primário. Nós só não vamos ter superávit primário esse ano em função dos 45 bilhões de reais de renúncia fiscal que contraria o governo, mas, enfim, faz parte da democracia. Teve o veto, o veto foi derrubado, mas nós teríamos superávit primário esse ano já se nós tivéssemos consolidado as medidas de 2023”, apontou Haddad.

Segundo o chefe do Ministério da Fazenda, o presidente pediu um quadro detalhado para falar com os líderes para garantir que não tenha desidratação nas medidas fiscais e que a reforma tributária possa ser sancionada esse ano com eventuais, “com uma conciliação entre o Senado e a Câmara em torno do que foi alterado”.

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Sobre a reforma, ele disse ter discutido com Lula “alguns detalhes que preocupavam mais”, como a exclusão das armas e das bebidas açucaradas do chamado “imposto do pecado”. “Eu expus para ele todos os detalhes do que foi alterado para que ele pudesse julgar a conveniência de eventualmente orientar os líderes da base”, afirmou o ministro.

“É que a Câmara tinha aprovado o imposto seletivo, o relator do Senado tinha mantido, mas, em função dos destaques, eles foram retirados. Então, como não houve acordo com o governo em torno disso, pode ser que a Câmara resolva revisitar esses temas”, complementou.



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OPINIÃO

Opinião: A ciranda troca de partidos e a busca por cargos públicos

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Foto de capa [arquivo pessoal]
Os parlamentares que mudam de partido – como macacos puladores de galho – ou se candidatam a outros cargos no Legislativo e no Executivo apenas para preservar privilégios demonstram desrespeito à República e deveriam sentir vergonha de tal conduta. Essa prática evidencia a ausência de compromisso ideológico e a busca incessante por posições de poder, transmitindo à sociedade a imagem de oportunistas movidos por conveniências pessoais. A política deveria ser encarada como missão cívica, exercício de cidadania e serviço transitório à nação. Encerrado o mandato, o retorno às profissões de origem seria saudável para a oxigenação da vida pública.  
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Infelizmente, o sistema político brasileiro está povoado por aqueles que veem na política não um espaço de serviço público, mas um negócio lucrativo. Como já destacou o jornal El País, ser político no Brasil é um grande negócio, dadas as vantagens conferidas e auferidas — e a constante movimentação de troca de partidos confirma essa percepção.  
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A cada eleição, o jogo se repete: alianças improváveis, trocas de legenda na janela partidária e negociações de bastidores que pouco têm a ver com as necessidades reais da população. Em vez de missão cívica, vemos aventureiros transformando a política em palco de interesses pessoais e cabide de empregos. A busca incessante pela reeleição e por cargos demonstra que, para muitos, a política deixou de ser a casa do povo e tornou-se um negócio.  
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Convém lembrar aos que se consideram úteis  e insubstituíveis à política que o cemitério guarda uma legião de ex-políticos esquecidos, cuja ausência jamais fez falta ao país.  
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As próximas eleições são a oportunidade para os eleitores moralizarem o Legislativo, elegendo apenas candidatos novos, sem os vícios da velha política, que tenham conduta ilibada e boa formação cultural. Por outro lado, diga não à reeleição política, aos trocadores de partidos, aos que interromperam o mandato para exercer cargos nos governos, e àqueles que já sofreram condenação na Justiça ou punição no Conselho de Ética do Legislativo. 
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Júlio César Cardoso
Servidor federal aposentado
Balneário Camboriú-SC

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POLÍTICA

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Frase do dia: Ciro Gomes

Matheus Leitão

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“Estou muito envergonhado! Isto é uma indignidade inexplicável!” (Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda, usando as redes sociais para reclamar da troca de Carlos Lupi por Wolney Queiroz, seu desafeto no PDT, no comando do Ministério da Previdência Social) 


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