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As mudanças da Meta no policiamento levarão a conflitos com a UE e o Reino Unido, dizem especialistas | meta

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Robert Booth, Dan Milmo and Jennifer Rankin

Mudanças radicais no policiamento das plataformas de mídia social da Meta colocaram a empresa de tecnologia em rota de colisão com legisladores no Reino Unido e no Reino Unido. União Europeiadisseram especialistas e figuras políticas.

Legisladores em Bruxelas e Londres criticaram Mark Zuckerberg decisão de descartar verificadores de fatos nos EUA para Facebook, Instagram e Threads, com um deles rotulando-o como “bastante assustador”.

As mudanças nas políticas globais da Meta sobre conteúdo de ódio agora incluem permitir que os usuários chamem pessoas trans de “isso”, com as diretrizes afirmando: “Permitimos alegações de doença mental ou anormalidade quando baseadas no gênero ou orientação sexual”.

Chi Onwurah, deputado trabalhista e presidente do comitê de ciência e tecnologia da Câmara dos Comuns, que está investigando como a desinformação online alimentou os tumultos do verão passado, disse que a decisão de Zuckerberg de substituir verificadores de fatos profissionais por usuários que policiam a precisão das postagens era “preocupante” e “bastante assustador”.

“Ouvir que a Meta está removendo todos os seus verificadores de fatos (nos EUA) é preocupante… as pessoas têm o direito de ser protegidas dos efeitos nocivos da desinformação”, disse ela. “O fato de Zuckerberg ter dito que está seguindo o exemplo de X deve levantar preocupações quando comparamos como X é uma plataforma para desinformação em maior medida do que Facebook foi.”

A Meta disse que contaria com os usuários das redes sociais para verificar as postagens uns dos outros em um sistema de “notas da comunidade” semelhante ao adotado por Elon Musk no X. Isso gerou preocupações com a desinformação proveniente dos EUA sobre questões como eleições, saúde, pandemias e conflitos armados e espalhando-se em feeds digitais em todo o mundo, onde o Meta tem mais de três mil milhões de utilizadores.

Na quarta-feira, o jornalista americano-filipino ganhador do Prêmio Nobel da Paz Maria Ressa previu “tempos extremamente perigosos” para o jornalismo, a democracia e os utilizadores das redes sociais. Ela enfrentou acusações criminais depois de publicar histórias críticas ao ex-presidente filipino Rodrigo Duterte. Ela disse que Meta iria “permitir que mentiras, raiva, medo e ódio infectassem cada pessoa na plataforma”.

A ação de Meta, que Zuckerberg deixou claro ser uma resposta à próxima presidência de Donald Trump, também gerou previsões de que um grande desafio virá da administração Trump contra leis como a Lei de Segurança Online.

O ex-ministro da tecnologia do Reino Unido, Damian Collins, disse que tal desafio “muito provavelmente será feito através de negociações comerciais, onde será exercida pressão contra o Reino Unido para aceitar os padrões americanos para a regulamentação digital”.

Ele disse: “Devemos permanecer firmes contra tais propostas, o que eliminaria qualquer chance que temos de responsabilizar os executivos de tecnologia e exigir que eles apliquem em suas plataformas os padrões de segurança definidos em nossas leis”.

Um denunciante do Meta disse ao Guardian: “Estou extremamente preocupado com o que isso significa para os adolescentes”.

Arturo Béjar, um ex-engenheiro sênior cujas responsabilidades na Meta incluíam medidas de segurança infantil, disse: “Eles estarão cada vez mais expostos a todas as categorias de conteúdo contra as quais precisam ser protegidos”.

Conteúdo prejudicial, incluindo material violento ou pornográfico, pode chegar mais facilmente a usuários jovens, disse Bejar, citando a declaração de Zuckerberg de que o combate às transgressões de “menor gravidade” agora dependerá de os usuários sinalizarem o conteúdo antes que o Meta aja sobre ele.

Em Bruxelas, a Comissão Europeia reagiu à declaração de Zuckerberg na terça-feira, na qual citou a Europa como um lugar com “um número cada vez maior de leis que institucionalizam a censura – uma referência à Lei dos Serviços Digitais da própria UE, que regula o conteúdo online.

Um porta-voz do braço executivo da UE disse “rejeitamos absolutamente quaisquer alegações de censura” e que “absolutamente nada na Lei de Serviços Digitais força ou pede ou solicita uma plataforma para remover conteúdo legal”.

Zuckerberg disse que a sua política de abandonar os verificadores de factos se aplica apenas aos EUA por enquanto, mas o seu ataque contra a Europa levantou preocupações de que ele esteja a planear implementar a abordagem na Europa.

A Meta enfrentará intenso escrutínio regulatório se o fizer no Reino Unido e na UE, disse Arnav Joshi, advogado sênior de tecnologia do escritório de advocacia Clifford Chance.

“Se houver um afastamento dos verificadores de factos humanos e uma maior automatização, os reguladores quererão ver provas da eficácia destas mudanças – isto revelou-se difícil de quantificar e justificar no passado.”

Valérie Hayer, eurodeputada e líder do grupo centrista Renovar a Europa no Parlamento Europeu, afirmou: “A UE continuará desconfortável para os gigantes das redes sociais ao defender a integridade e a independência da liberdade de expressão e dos processos democráticos. A Europa nunca aceitará a manipulação e a desinformação como padrão para a sociedade. Ao abandonar a verificação de factos nos EUA, a Meta está a cometer um profundo erro estratégico e ético.”

Oliver Marsh, ex-conselheiro de Downing Street e chefe de pesquisa tecnológica da organização sem fins lucrativos Algorithmwatch de Berlim e Zurique, disse: “Se essas mudanças políticas significam que você pode espalhar mentiras que terminam com ataques a grupos, então há um caso em que Meta seria indo contra a lei de serviços digitais da UE. A questão é: Zuckerberg se importa? As suas decisões – e a probabilidade crescente de ele se recusar a cumprir qualquer acção coerciva para impressionar Trump aproxima-nos do momento em que a UE poderá ter de decidir se tem poderes para proibir o Meta, ou de que outra forma os poderá responsabilizar. ”

Embora Meta tenha dito que conteúdo sobre suicídio, automutilação e transtornos alimentares ainda seriam considerados “violações de alta gravidade” e “continuará a usar nossos sistemas automatizados para verificar esse conteúdo de alta gravidade”, o NSPCC, órgão de proteção infantil do Reino Unido caridade, expressou preocupações.

Rani Govender, seu gerente de política regulatória para segurança infantil online, disse: “A Meta precisa definir como os riscos de danos às crianças no Reino Unido não estão aumentando com a remoção dos verificadores de fatos na América e suas mudanças nas políticas de conteúdo”.



Leia Mais: The Guardian

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre

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2026.09.30 Reunião Consu-Ufac (2).JPG

O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.

A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.

A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.

“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”

Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”

Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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