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China tenta acelerar, Bets e Bolsa Família e o que importa no mercado – 18/10/2024 – Mercado

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Victor Sena

Esta é a edição da newsletter FolhaMercado desta sexta-feira (18). Quer recebê-la de segunda a sexta, às 7h, no seu email? Inscreva-se abaixo:

China tenta acelerar

O governo de Xi Jinping busca estimular a economia chinesa, que tem desacelerado nos últimos anos.

Diversas medidas foram anunciadas. Nesta quinta (17), um pacote de 4 trilhões de iuanes (R$ 3,19 trilhões) prevê apoio ao financiamento imobiliário.

Entenda: o país tem crescido abaixo do desejado pelo governo desde a pandemia, reflexo principalmente do envelhecimento da população e da queda do consumo.

O setor imobiliário, um dos grandes responsáveis pelo crescimento do passado, passa por uma crise. Entenda aqui.

A demanda no país está tão baixa que quase não há inflação. Em 12 meses, o índice de preços ao consumidor sobe apenas 0,4%.

↳ No Brasil, a título de comparação, o índice anual está em 4,42%.

Novo paradigma? Analistas argumentam que a China, que passou anos crescendo ao redor de 10% ao ano, entrou em um novo momento.

↳ A meta deste ano é de crescer 5%, e ainda assim o país pode não alcançá-la.

Ficar abaixo do número coloca em dúvida a ambição de ultrapassar os Estados Unidos, seu arquirrival político, econômico e cultural, no ranking de países com maior PIB (Produtor Interno Bruto).

O que assombra o país é o risco de repetir a história do Japão, que vive uma estagnação há 30 anos depois de passar por uma desaceleração parecida.

Por que importa: a China é o maior parceiro comercial do Brasil e de diversos países no mundo. O seu “apetite” influencia diretamente os preços de produtos importantes vendidos pelas grandes empresas daqui, como petróleo, minério de ferro e soja.

Xi Jinping visitará o Brasil em novembro. Em Pequim nesta semana, o diretor de política monetária do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que parcerias “de vários temas” estão sendo fechadas.

Ele citou “infraestrutura, tecnologia e a área financeira”.

No mercado. As reações de investidores aos incentivos não têm sido as melhores. O pacote de ajuda ao setor imobiliário de ontem foi considerado fraco.

↳ A mineradora Vale caiu no pregão de ontem, puxando o resultado da Bolsa brasileira para baixo. O mesmo ocorreu com a Petrobras.


A Meta demitiu cerca de duas dúzias de funcionários em Los Angeles por usarem seus créditos de refeição de US$ 25 ( R$ 141) em compras de itens diversos.

↳ Entre as compras relatadas estavam curativos, taças de vinho e sabão.

↳ Dona do Facebook, WhatsApp e Instagram, a empresa vale US$ 1,5 trilhões (R$ 8,4 tri) e está entre as mais valiosas do mundo.

Campanha por eficiência. As divisões da Meta passam por uma reestruturação, que inclui corte de alguns funcionários e realocação de outros.

Entre 2022 e 2022, a firma de Mark Zuckerberg passou por um amplo corte de empregos, que somaram 21 mil posições.

A empresa oferece comida gratuita para funcionários baseados em sua sede, mas profissionais em unidades menores recebem créditos em plataformas como Uber Eats.

Reportagem do Financial Times apurou que os demitidos usaram os créditos de forma indevida continuamente.

↳ Há relatos de profissionais que faziam uma espécie de poupança com os créditos e outros que enviava as refeições para casa.

↳ Os créditos são de US$ 20 (R$ 113) para café da manhã, US$ 25 para almoço e US$ 25 para jantar.

Salário de US$ 400 mil. Um relato publicado na rede social corporativa Blind, que permite postagens anônimas, era de uma funcionária que ganhava cerca de US$ 400 mil (R$ 2,2 mi) ao ano.


R$ 3 bilhões em bets?

O Banco Central admitiu que pode haver problemas em sua estimativa de que beneficiários do Bolsa Família gastaram R$ 3 bilhões com apostas online.

A instituição reconheceu a fragilidade do número ao responder a pedidos feitos pela Folha via Lei de Acesso à Informação, fornecendo detalhes do estudo.

Relembre: o Banco Central apontou recentemente que os brasileiros gastaram R$ 21,1 bilhões em apostas online no mês de agosto.

Desse total, R$ 3 bilhões foram atribuídos a beneficiários do Bolsa Família.

↳ Eles tiveram um gasto mediano de R$ 100.

Sim, mas… O relatório deixou lacunas e provocou reações no governo Lula e entre executivos do setor. As bets acusam a análise de não levar em conta o valor devolvido em prêmios.

Divergências. Em levantamento contratado pelo próprio setor, estima-se que os beneficiários do Bolsa Família teriam gastado “apenas” R$ 210 milhões com bets no mês.

O número é a diferença entre o total de apostas feitas e o total pago em prêmios, levando em conta um retorno nos jogos em torno de 93%.

↳ O percentual é o retorno médio das bets associadas ao Instituto Brasileiro de Jogo Responsável.

O que diz o BC. A autoridade monetária admitiu que o valor de R$ 3 bilhões está sujeito a questionamentos porque a pesquisa considerou pagamentos feitos também a instituições de pagamento intermediárias que, em geral, não estão classificadas como bets.

Entenda: essas instituições são aplicativos separados que funcionam como uma carteira digital, podendo ser usados para diversos outros fins.

Em resposta à reportagem, o Banco Central negou acesso aos dados utilizados para a elaboração do estudo.

Uma das primeiras reações do governo ao uso de bets por usuários do Bolsa Família foi anunciar a proibição do uso do cartão do programa nesses sites.

↳ A decisão foi suspensa, mas o governo anunciou que retomou a ideia da proibição nesta quinta-feira.

Impactos. A legalização das casas de apostas online no Brasil despertou preocupação sobre os efeitos nas populações mais pobres. Entenda a regulação aqui.

↳ Veja relatos nas periferias nesta reportagem.

↳ Uma pesquisa do Instituto Locomotiva mostra que 80% dos 25 milhões de novos jogadores neste ano no Brasil estão nas classes C, D e E.


Para assistir

  • “Queda Livre: A tragédia do Caso Boeing”, disponível na Netflix, 1h30min.

Os últimos anos têm sido um pesadelo para a Boeing, a maior fabricante de aviões do mundo.

O documentário conta como a crise da empresa começou, depois de dois acidentes com aviões 737 Max, que deixaram 346 mortos em 2018 e 2019.

Desde então, a empresa responde a processos nos Estados Unidos. Toda a sua engenharia e linha de produção estão em revisão.

↳ Isso tem prejudicado as finanças da Boeing num momento em que as companhias aéreas estão com alta demanda para substituir a frota.

Em janeiro, o descolamento de uma porta durante o voo aumentou ainda mais a pressão sobre a fabricante.

E uma greve de funcionários caiu no colo dos executivos nas últimas semanas. São 33 mil trabalhadores parados, pedindo um reajuste de 40%.

↳ Em meio à paralisação, a empresa anunciou 17 mil cortes.

O documentário é dirigido por Rory Kennedy, ganhadora do Emmy por “Ghosts Of Abu Ghraib” e indicada ao Oscar por “Last Days in Vietnam”.



Leia Mais: Folha

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Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre

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Startup Day-2026 ocorre na Ufac em 21/03 no Centro de Convivência — Universidade Federal do Acre

A Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia (Proint) da Ufac e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Acre (Sebrae-AC) realizam o Startup Day-2026, em 21 de março, das 8h às 12h, no espaço Sebrae-Lab, Centro de Convivência do campus-sede. O evento é dedicado à inovação e ao empreendedorismo, oferecendo oportunidades para transformar projetos em negócios de impacto real. As inscrições são gratuitas e estão abertas por meio online.

O Startup Day-2026 visa fortalecer o ecossistema, promover a troca de experiências, produzir e compartilhar conhecimento, gerar inovação e fomentar novos negócios. A programação conta com show de acolhimento e encerramento, apresentações, painel e palestra, além de atividades paralelas: carreta game do Hospital de Amor de Rio Branco, participação de startups de game em tempo real, oficina para crianças, exposição de grafiteiros e de projetos de pesquisadores da Ufac.

 



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A lógica de valor da Thryqenon (TRYQN) é apoiar a evolução da economia verde por meio de sua infraestrutura digital de energia

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Com a aceleração da transição para uma economia de baixo carbono e a reestruturação do setor elétrico em diversos países, cresce a discussão sobre como a infraestrutura digital pode sustentar, no longo prazo, a evolução da economia verde. Nesse contexto, a plataforma de energia baseada em blockchain Thryqenon (TRYQN) vem ganhando atenção por propor uma estrutura integrada que combina negociação de energia, gestão de carbono e confiabilidade de dados.

A proposta da Thryqenon vai além da simples comercialização de energia renovável. Seu objetivo é construir uma base digital para geração distribuída, redução de emissões e uso colaborativo de energia. À medida que metas de neutralidade de carbono se tornam compromissos regulatórios, critérios como origem comprovada da energia, transparência nos registros e liquidação segura das transações deixam de ser diferenciais e passam a ser requisitos obrigatórios. A plataforma utiliza registro descentralizado em blockchain, correspondência horária de energia limpa e contratos inteligentes para viabilizar uma infraestrutura verificável e auditável.

A economia verde ainda enfrenta obstáculos importantes. Existe descompasso entre o local e o momento de geração da energia renovável e seu consumo final. A apuração de emissões costuma ocorrer de forma anual, dificultando monitoramento em tempo real. Além disso, a baixa rastreabilidade de dados limita a criação de incentivos eficientes no mercado. A Thryqenon busca enfrentar essas lacunas por meio de uma estrutura digital que integra coleta, validação e liquidação de informações energéticas.

Na arquitetura da plataforma, há conexão direta com medidores inteligentes, inversores solares e dispositivos de monitoramento, permitindo registro detalhado da geração e do consumo. Na camada de transações, o sistema possibilita verificação automatizada e liquidação hora a hora de energia e créditos de carbono, garantindo rastreabilidade. Já na integração do ecossistema, empresas, distribuidoras, comercializadoras e consumidores podem interagir por meio de interfaces abertas, promovendo coordenação entre diferentes agentes do setor elétrico.

O potencial de longo prazo da Thryqenon não está apenas no crescimento de usuários ou no volume de negociações, mas em sua capacidade de se posicionar como infraestrutura de suporte à governança energética e ao mercado de carbono. Com o avanço de normas baseadas em dados e reconhecimento internacional de créditos ambientais, plataformas transparentes e auditáveis tendem a ter papel relevante na transição energética e no financiamento sustentável.

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Bancos vermelhos na Ufac simbolizam luta contra feminicídio — Universidade Federal do Acre

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Bancos vermelhos na Ufac simbolizam luta contra feminicídio — Universidade Federal do Acre

A Ufac inaugurou a campanha internacional Banco Vermelho, símbolo de conscientização sobre o feminicídio. A ação integra iniciativas inspiradas na lei n.º 14.942/2024 e contempla a instalação, nos campi da instituição, de três bancos pintados de vermelho, que representa o sangue derramado pelas vítimas. A inauguração ocorreu nesta segunda-feira, 9, no hall da Reitoria.

São dois bancos no campus-sede (um no hall da Reitoria e outro no bloco Jorge Kalume), além de um no campus Floresta, em Cruzeiro do Sul. A reitora Guida Aquino destacou que a instalação dos bancos reforça o papel da universidade na promoção de campanhas e políticas de conscientização sobre a violência contra a mulher. “A violência não se caracteriza apenas em matar, também se caracteriza em gestos, em fala, em atitudes.”

A secretária de Estado da Mulher, Márdhia El-Shawwa, ressaltou a importância de a Ufac incorporar o debate sobre o feminicídio em seus espaços institucionais e defendeu a atuação conjunta entre universidade, governo e sociedade. Segundo ela, a violência contra a mulher não pode ser naturalizada e a conscientização precisa alcançar também a formação de crianças e adolescentes.

A inauguração do Banco Vermelho também ocorre no contexto da aprovação da resolução do Conselho Universitário n.º 266, de 21/01/2026, que institui normas para a efetividade da política de prevenção e combate ao assédio moral, sexual, discriminações e outras violências, principalmente no que se refere a mulheres, população negra, indígena, pessoas com deficiência e LGBTQIAPN+ no âmbito da Ufac em local físico ou virtual relacionado.

No campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, a inauguração do Banco Vermelho contou com a participação da coordenadora do Centro de Referência Brasileiro da Mulher, Anequele Monteiro.

Participaram da solenidade, no campus-sede, a pró-reitora de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, Filomena Maria Cruz; a pró-reitora de Graduação, Ednaceli Damasceno; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; a coordenadora do projeto de extensão Infância Segura, Alcione Groff; o secretário de Estado de Saúde, Pedro Pascoal; a defensora pública e chefe do Núcleo de Promoção da Defesa dos Direitos Humanos da Mulher, Diversidade Sexual e Gênero da DPE-AC, Clara Rúbia Roque; e o chefe do Centro de Apoio Operacional de Proteção à Mulher do MP-AC, Victor Augusto Silva.

 



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