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Cidade no interior de SP planeja maior prédio do mundo; entenda projeto
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Prefeitura de Sorocaba pretende, com a iniciativa privada, ter um arranha-céu de 170 andares, o que representa cerca de um quilômetro de altura
A prefeitura de Sorocaba, no interior de São Paulo, planeja construir, com a iniciativa privada, o maior prédio do mundo no centro da cidade, de 723 mil habitantes. O projeto foi anunciado nesta quarta-feira, 10, pelo prefeito Rodrigo Manga (Republicanos).
A proposta é revitalizar o centro construindo o mega-edifício residencial e comercial para atrair investimentos e turistas. Segundo o prefeito, o projeto se encaixa em uma proposta de valorização do centro, região que sofreu esvaziamento populacional nas últimas décadas.
Conforme o anúncio da prefeitura, o futuro arranha-céu terá 170 andares, o que representa cerca de um quilômetro de altura. O plano sorocabano se inspira no projeto do que é atualmente o maior edifício do mundo, o Burj Khalifa, nos Emirados Árabes, com 828 metros de altura e 163 andares. No Brasil, o maior prédio é o Yachthouse, em Balneário Camboriú (SC), com 290 metros e 81 andares.
Já em Sorocaba, o edifício mais alto é o Ícone, com 141 metros de altura e 45 andares, mas está localizado fora do centro, no bairro Jardim Faculdade, na zona sul da cidade. A cidade se expandiu verticalmente nessa região, principalmente nos Altos do Campolim. Na região central, predominam prédios de médio porte, com no máximo 30 andares.
Sorocaba tem 723 mil habitantes; área onde a prefeitura quer a construção do maior prédio do mundo atualmente tem edifícios baixos.
Foto: MIGUEL PESSOA/ESTADÃO / Estadão
Reeleito nas eleições do último domingo, 5, em primeiro turno para um segundo mandato, o prefeito Rodrigo Manga (Republicanos) disse ao Estadão que o projeto faz parte de um plano da prefeitura de revitalizar o centro da cidade, que completou 370 anos. Ele disse que a mega-construção está no contexto de outras iniciativas de valorização do centro, como a recuperação de prédios históricos e a melhoria na mobilidade. A antiga estação ferroviária será restaurada para receber o Trem Intercidades, projeto do governo estadual, que ligará Sorocaba à capital.
Com as obras do prédio, Manga prevê a criação de 5 mil vagas de trabalho diretas e indiretas e um investimento de R$ 2 bilhões pela iniciativa privada, com apoio do poder público. “Nós estamos fazendo a revisão do Plano Diretor, que não é mudado há dez anos, para retirar o limite de altura das construções apenas na região central. Vamos dar também isenção de outorgas e taxas para atrair investimentos”, disse.
Segundo ele, empresas que ainda não foram reveladas manifestaram interesse em construir o mega-edifício, com apoio do município em relação às licenças. Uma empresa de engenharia realizou os estudos de revisão do Plano Diretor. Para mudar o plano está prevista a realização de audiências públicas. Nas próximas semanas, o projeto será apresentado à Câmara de Vereadores.
Atualmente, a região central da cidade abrange o perímetro formado pelas avenidas Dom Aguirre, Afonso Vergueiro, Eugênio Salerno, Moreira César e Juscelino Kubistchek de Oliveira. Segundo o prefeito, os técnicos da Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Urbano (Seplan) fizeram análises em conjunto com a empresa parceira na revisão do Plano Diretor e a região estaria preparada para receber um prédio desse porte.
Marçal lançou plano semelhante na capital
Durante a campanha eleitoral para a Prefeitura de São Paulo, o candidato Pablo Marçal (PRTB) anunciou que, caso fosse eleito, pretendia construir o maior prédio do mundo na cidade, também com 1 quilômetro de altura. Marçal ficou em terceiro lugar e está fora do segundo turno da disputa na capital. Na última segunda-feira, 7, o prefeito de Sorocaba, inclusive, convidou Marçal para assumir o cargo de secretário municipal de Desenvolvimento Econômico na próxima gestão, que iniciará em janeiro de 2025.
Se for erguido como quer o prefeito, o prédio de Sorocaba vai superar em muito o Senna Tower, que a construtora FG Empreendimentos pretende construir em Balneário Camboriú, cidade famosa pelos edifícios gigantes. O projeto catarinense, cujo nome homenageia o piloto da Fórmula 1 Ayrton Senna, que faleceu há 30 anos, prevê uma altura de 509 metros, o que o colocaria como o maior edifício residencial do mundo, segundo o Council on Tall Buildings and Urban Habitat (Conselho de Edifícios Altos e Habitat Urbano, em português).
O conselho mantém o site The Skyscraper Center, com o ranking dos maiores arranha-céus do planeta.
Lista atual dos dez maiores prédios do mundo:
- Burj Khalifa, em Dubai, Emirados Árabes: 828 metros – 163 andares
- Merdeka 118, em Kuala Lumpur, Malásia: 679 metros – 118 andares
- Shanghai Tower, em Xangai, China: 632 metros – 128 andares
- Makkah Royal Clock Tower, em Meca, Arábia Saudita: 601 metros – 20 andares
- Ping An Finance Center, em Shenzhen, China: 599 metros – 115 andares
- Lotte World Tower, em Seul, Coreia do Sul: 555 metros – 123 andares
- One World Trade Center, Nova York, Estados Unidos: 541 metros – 94 andares
- Guangzhou CTF Finance Centre, em Guangzhou, China: 530 metros -111 andares
- Tianjin CTF Finance Centre, em Tianjin, China: 530 metros – 97 andares
- Citic Tower, em Pequim, China: 527 metros – 109 andares
Fonte: The Skyscraper Center
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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre
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26 de junho de 2026A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.
Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.
Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.
O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.
Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.
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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre
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23 de junho de 2026O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.
O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.
A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.
O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.
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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre
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17 de junho de 2026A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.
Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.
A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.
“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).
A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.
“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”
A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.
Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.
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