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Com adesão de todos os municípios, programa Mais Acesso a Especialistas começa a ser implementado no Acre

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Luanna Lins

Em um esforço conjunto para fortalecer o Sistema Público de Saúde (SUS) no Acre, a Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), sediou nesta terça-feira, 9, em Rio Branco, a Oficina Estadual de Implementação do Programa Mais Acesso a Especialistas (PMAE). A iniciativa é promovida pela Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), em parceria com o Ministério da Saúde, Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde (Cosems).

Técnicos debateram implantação dos núcleos de Gestão e Regulação no estado. Foto: Gleison Luz/Fundhacre

O evento reuniu cerca de 50 representantes das gestões estadual e municipais de saúde, apoiadores do programa e profissionais estratégicos em um momento decisivo para a construção da agenda de implementação do PMAE no estado em 2025. O foco é na ampliação do acesso da população acreana a consultas, exames e procedimentos de média e alta complexidade, reduzindo filas e qualificando a gestão do cuidado.

Durante a programação, foram discutidas estratégias como a criação dos núcleos de Gestão e Regulação (NGR) e dos núcleos de Gestão do Cuidado (NGC), além dos novos modelos de contratualização com prestadores e o uso das Ofertas de Cuidado Integrado (OCI). A oficina também promoveu a troca de experiências entre os participantes e a definição de diretrizes para fortalecer a regionalização da saúde no Acre.

Chefe do Departamento de Atenção Especializada da Sesacre, Emanuelly Nóbrega, conduziu o evento. Foto: Gleison Luz/Fundhacre

O secretário de Estado de Saúde, Pedro Pascoal, destacou o compromisso do governo com a melhoria do atendimento à população. “Estamos construindo um novo modelo de cuidado, mais eficiente e próximo das pessoas. O PMAE é um passo importante para garantir que o cidadão tenha acesso rápido e resolutivo aos serviços especializados de saúde. O governo do Acre segue empenhado em reduzir desigualdades e promover uma saúde mais acessível em todas as regiões do estado”.

A adesão total dos municípios acreanos ao programa é um dos destaques positivos. A secretária adjunta de Atenção à Saúde da Sesacre, Ana Cristina Moraes, celebrou a conquista: “Nós tivemos a satisfação de ser o primeiro estado na região Norte a fazer a adesão de 100% dos municípios. Isso mostra o engajamento e a união em prol de uma saúde pública melhor. Nosso foco neste momento é a oncologia: com a OCI, o paciente chega ao tratamento em, no máximo, 60 dias, o que aumenta as chances de cura e melhoria da qualidade de vida”.

“Estamos felizes e esperançosos que vamos dar mais qualidade de vida para quem necessita”, celebrou a secretária adjunta Ana Cristina Moraes. Foto: Izabelle Farias/Sesacre

Para a presidente da Fundhacre, Sóron Steiner, a implementação do PMAE representa um marco significativo para o fortalecimento da rede pública de saúde do Acre. “Essa iniciativa vai dinamizar o fluxo da fila para especialidades e, para a Fundhacre, será extremamente importante, pois contribuirá para otimizar o tratamento dos nossos pacientes. Como maior complexo hospitalar do Estado, a Fundação atende não apenas pessoas de todas as regiões do Acre, mas também de estados e países vizinhos. O PMAE reforça nosso compromisso com um atendimento mais humanizado, eficiente e integrado”, afirmou.

Sóron Steiner ressalta que o PMAE vai tornar o acesso ao especialista mais rápido e resolutivo. Foto: Gleison Luz/Fundhacre

Representando o Ministério da Saúde, a técnica do PMAE, Rosalva Silva, reforçou a importância do envolvimento local para o sucesso da iniciativa. “O Ministério propõe as políticas, mas a execução depende dos estados e municípios. Por isso, a oficina é essencial para alinhar estratégias e iniciar a execução das OCIs no Acre. Estamos trabalhando prioritariamente em áreas como oncologia, ortopedia, cardiologia e oftalmologia, buscando reduzir os principais gargalos do SUS”.

Rosalva Silva afirma que sucesso do programa depende da união entre municípios, estados e o governo federal. Foto: Gleison Luz/Fundhacre

A chefe do Departamento de Atenção Ambulatorial Especializada da Sesacre, Emanuelly Nóbrega, explicou que a implementação dos núcleos representa um avanço na organização dos fluxos assistenciais. “Com a estruturação dos NGRs e NGCs, vamos qualificar o processo regulatório, facilitar o acompanhamento do paciente e integrar a atenção primária com a especializada. Isso garante um cuidado mais equânime e eficiente, beneficiando diretamente quem mais precisa”.






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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna.jpg

A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.

Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.

Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.

O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.

Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna-2.jpg

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.

 



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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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