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Depois da Michelin, ArcelorMittal planeja fechar duas unidades na França

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Um trabalhador com equipamento de proteção observa o local de uma fábrica da ArcelorMittal, enquanto o local é objeto de um plano para reduzir sua pegada de carbono em 35% até 2030, em Fos-sur-Mer, em 22 de fevereiro de 2023.

O metalúrgico evoca o “contexto económico difícil” na indústria e nos automóveis. Depois da Michelin, a ArcelorMittal está a considerar encerrar duas pequenas unidades em França, em Reims e Denain, o que poderá levar à perda de 130 empregos.

“No dia 19 de novembro de 2024, a direção da empresa ArcelorMittal Centros de Serviços reuniu os integrantes do seu CSE com o objetivo de informá-los sobre um projeto de reorganização da empresa e adequação de sua capacidade produtiva. Este projeto inclui a possível paralisação das unidades de produção da ArcelorMittal em Reims e dos centros de serviços de Denain »anunciou a ArcelorMittal France em um breve comunicado à imprensa na noite de terça-feira.

A empresa ArcelorMittal Centros de Serviços, subsidiária especializada no comércio atacadista de metais e minerais para empresas, “enfrenta uma queda acentuada na atividade dos seus clientes industriais e automotivos, que se acelerou nos últimos meses”explica a siderúrgica.

O anúncio pode causar a perda de cerca de 130 empregos, cerca de cem em Reims e cerca de trinta em Denain, informaram o delegado sindical central da CGT, David Blaise, e o coordenador do CFE-CGC, Xavier Le, à Agence France-Presse (AFP).

A administração afirma ter ” explicar “ aos representantes dos trabalhadores “condicionantes que a levaram a apresentar este projeto” et “convida os parceiros sociais para uma futura reunião no final de Novembro, no âmbito do processo de consulta de informação”. “Serão realizadas negociações com organizações sindicais sobre medidas sociais para limitar o impacto no emprego”especifica a siderúrgica.

Ações planejadas

Para David Blaise, “como os capitalistas sempre fazem”esta decisão é justificada “pela competitividade, pelos custos fixos demasiado elevados, pela deterioração da situação económica, nomeadamente na indústria automóvel”. “Temos uma queda na carteira de pedidos, mas (…) havia outras soluções, diversificar para outras atividades” por exemplo, ele acrescenta.

“Sabíamos o que iria acontecer na indústria automobilística, mas nada estava previsto”critica o representante dos trabalhadores. Pouco antes das férias de fim de ano, “para os funcionários é difícil”. Enquanto o site Denain entra em greve imediatamente, ações estão planejadas “em todos os sites” ArcelorMittal segunda e terça, acrescentou o sindicalista.

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A ArcelorMittal, com os seus altos-fornos em Dunquerque e Fos-sur-Mer, fornece aço, em particular, às fábricas de automóveis e à indústria da construção e obras públicas. Em setembro, a ArcelorMittal CGT liderou um dia de ação para “defender a indústria siderúrgica francesa” e especificamente nas bases francesas da segunda maior siderúrgica do mundo, onde muitos funcionários ainda são assombrados pelas dolorosas encerramento dos altos-fornos Florange em 2012.

A Michelin, citando também a queda no volume de vendas automotivas, anunciou no dia 5 de novembro o fechamento em 2026 de suas fábricas em Vannes e Cholet (1.254 empregos). Ao sublinhar a necessidade de empregos em determinados sectores industriais em ascensão, o ministro delegado responsável pela indústria, Marc Ferracci, admitiu no sábado que haveria outros anúncios de encerramento de unidades industriais em França depois dos anunciados pela Michelin.

A indústria automóvel na Europa é particularmente afetada pelo abrandamento, com 32.000 cortes de empregos anunciados no primeiro semestre do ano entre fornecedores europeus de equipamentos automóveis.

Leia também | Artigo reservado para nossos assinantes O projeto de orçamento para 2025 semeia preocupação na indústria francesa

O mundo com AFP

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Egressa de mestrado em CZS obtém prêmio de pós-graduação — Universidade Federal do Acre

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Mirian Soares de Amorim.jpeg

A engenheira agrônoma Mirian Soares de Amorim, aluna egressa do curso de Agronomia e do mestrado em Ciências Ambientais, do campus Floresta da Ufac, em Cruzeiro do Sul, obteve o 2º lugar na categoria Pós-Graduação do 5º Prêmio Margarida Alves de Estudos sobre Ruralidades e Feminismos, cujo resultado final foi divulgado em 17 de março. O evento foi promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.

O estudo destaca a articulação entre a transição agroecológica e a igualdade de gênero, enfatizando o papel central das mulheres rurais, ribeirinhas e agricultoras na preservação da agrobiodiversidade e na soberania alimentar na Amazônia. No mestrado, sob orientação do professor Kleber Andolfato de Oliveira, Mirian também aprofundou investigações sobre o desenvolvimento sustentável e o papel das populações rurais no manejo dos ecossistemas amazônicos.



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Ufac consolida criação do curso de Farmácia com 50 vagas — Universidade Federal do Acre

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Curso de Farmácia-entrega de Menção Honrosa (2).jpg

O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com membros da comissão responsável pela proposta de criação do curso de Farmácia. O encontro ocorreu nesta segunda-feira, 31, na sala de reuniões da Reitoria, visando consolidar o Projeto Político-Pedagógico da nova graduação, além de homenagear, com a entrega, pela Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), de Menção Honrosa ao reitor e a pessoas cujo empenho culminou na abertura do curso.

A iniciativa faz parte do programa Universidades Transformadoras, pactuada com o Ministério da Educação (MEC). O curso prevê a oferta de 50 vagas para estudantes e liberação de 11 códigos de vagas para professores. A aula inaugural e início das atividades acadêmicas estão previstos entre 2028 e 2029.

“Esse é um curso que se assenta fortemente na demanda de conhecer os bioativos da floresta amazônica e transformar esse conhecimento em riqueza, patentes, inovação e qualidade de vida para a sociedade”, disse Josimar Ferreira. Além disso, ele ressaltou a necessidade de conectar o novo curso às estruturas já consolidadas da Ufac, otimizando disciplinas e espaços curriculares em conjunto com as áreas de saúde e química.

A presidente da comissão de criação do curso, Andréia Andrade, lembrou que o projeto começou em 2011. “Hoje nos reunimos com a perspectiva de viabilizar a abertura do curso diante do que já temos na instituição. Nosso objetivo é ofertar uma formação generalista, com investimento otimizado na estrutura existente e com forte inserção na pesquisa e extensão, aproveitando a nossa biodiversidade e criando caminho para futuros programas de pós-graduação.”

Também participaram da reunião representantes externos da categoria profissional, como a ex-conselheira federal, membro da comissão e diretora de Relações Institucionais da Fenafar, Isabela de Oliveira Sobrinho. “Acompanhei a busca por esse projeto pedagógico desde o início e ver essa etapa final é um avanço enorme”, pontuou. “É um trabalho a muitas mãos para trazer o melhor para a Ufac. Trata-se de um curso de grande magnitude, focado em tecnologias de medicamentos e em pesquisas com nossas plantas nativas para gerar qualidade de vida à população.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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Seminário na Ufac debate formação em enfermagem obstétrica — Universidade Federal do Acre

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A Ufac sediou o seminário Desafios Atuais na Formação para a Prática da Enfermagem Obstétrica, que ocorreu nesta sexta-feira, 28, na sala dos Colegiados, campus-sede. O encontro reuniu professores, pesquisadores, gestores e profissionais de saúde para debater a reestruturação do modelo de assistência ao parto e ao nascimento, o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e a interiorização da qualificação profissional no Estado.

O evento integra um projeto nacional, composto por uma rede de 40 instituições de ensino superior articuladas para formar mais de 700 enfermeiras obstétricas pelo país, com foco prioritário nas regiões do interior. No Acre, o programa abrange turmas de especialização e residência voltadas para profissionais atuantes nas regionais do Alto Acre, Alto Purus, Baixo Acre, Tarauacá-Envira e Juruá.

“A Ufac cumpre o seu papel social ao ampliar a formação e capacitar profissionais que atuam em um momento tão ímpar quanto o nascimento de uma criança”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Contamos com alunos de todas as regionais. Isso gera um efeito multiplicador: o profissional capacitado coordena equipes locais e eleva diretamente a qualidade do atendimento prestado à população pelo SUS.”

A coordenadora das formações no Estado e professora da Ufac, Sheley Borges, destacou a necessidade de repensar a prática profissional para garantir um cuidado humanizado e seguro. “A intencionalidade da nossa formação é reduzir a mortalidade materna e neonatal e alcançar as mulheres em uma dimensão em que sejam respeitadas. Queremos garantir que as escolhas não ocorram por medo, como optar por uma cesariana sem compreender que é uma cirurgia de grande porte.”

A coordenadora nacional do curso de especialização em Enfermagem Obstétrica da Rede Alyne, vinculada à Universidade Federal de Minas Gerais, Kleyde Ventura, ressaltou a relevância estratégica da parceria com a Ufac. “No Acre, vivemos uma condição muito especial, pois, com exceção de uma aluna, todas as especializadas são do interior. Estamos interiorizando e descentralizando os modos de formar, abordando o trabalho multiprofissional e a articulação de redes para garantir assistência de qualidade e direitos assegurados.”

Também participaram do seminário o promotor de Justiça do MP-AC, Gláucio Oshiro; o coordenador do curso de Enfermagem da Ufac, João Francalino; e o epidemiologista Serafim Salgado, coordenador das metodologias aplicadas no programa de formação.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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