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Infratores de crimes ambientais no foco do Ministério Público
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8 anos atrásem
Acordo une instituições para conscientização de infratores de crimes ambientais.
O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) reuniu-se, nesta terça-feira (18), com representantes do Poder Judiciário e da Defensoria Pública para tratar dos últimos detalhes para celebração do termo de cooperação técnica que vai aproximar várias instituições em torno da formulação de proposta de realização de transação penal para crimes ambientais de menor potencial ofensivo, consignando como condição para fruição do benefício a frequência/participação em cursos educativos sobre o tema meio ambiente, isto é, relacionados à infração praticada.
Esses cursos e programas educativos serão organizados e oferecidos pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), no caso de infrações penais cometidas em área rural, e pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semeia) para aquelas cometidas no perímetro urbano.
O termo de cooperação vai ser assinado e começará a vigorar em breve. A proposta, inicialmente, foi apresentado ao Ministério Público pelo Ibama. O MPAC já cogitava de realizar tal projeto, em virtude de ter tomado conhecimento de projeto similar implantado pelo Ministério Público de Rondônia com bastante sucesso, tendo à frente a promotora de Justiça Aidee Maria Moser Torquato.
Todavia, posteriormente, tomamos conhecimento de que a Juíza da Vara de Execução das Penas e Medidas e Alternativas (Vepma), Andreia Brito, já tinha essa ideia, tendo iniciado esses cursos/palestras nos crimes de trânsito e violência doméstica; e, agora, planejava fazer o mesmo nos crimes ambientais. Foi uma feliz convergência de ideias e projetos.
Presente na reunião, a coordenadora do Centro de Apoio Operacional de Defesa do Meio Ambiente, Patrimônio Histórico e Cultural e Habitação e Urbanismo (Caop/Maphu), procuradora de Justiça Rita de Cássia Nogueira Lima, ressaltou que o MPAC, como não poderia deixar de ser, pelos fatos expostos, aderia integral e totalmente a essa proposta, devido ao seu caráter educativo, pedagógico, sendo eficaz para evitar reincidência em infrações ambientais. Ainda, o projeto atende à determinação da lei ambiental, pois a proposta de frequência aos cursos de educação ambiental guarda relação com a infração perpetrada, o que não acontecia antes.
“O MP vai cumprir seu papel, oferecendo, nas transações penais em relação a crimes ambientais de pequeno potencial ofensivo, como condição para fruição da benesse, o comparecimento a cursos de educação ambiental, voltados para prevenir a prática de outros crimes dessa natureza. Antigamente, como já dito, isso não era feito, e as transações não tinham pertinência com o crime cometido”, disse.
A juíza titular da Vepma, Andrea Brito, destacou as parcerias institucionais e a importância de novas metodologias que transformem as pessoas que cumprem penas. “Estamos trabalhando a questão do conhecimento, da educação, de ressocialização; então, o objetivo é fazer que a pessoa possa refletir durante o cumprimento de pena. É para isso que estamos buscando uma evolução no formato do cumprimento de pena”, afirmou.
A legislação prevê que, nas infrações penais ambientais, cujas penas não sejam superiores a dois anos, seja celebrado acordo entre o Ministério Público e o autor do crime, em que é proposta uma pena alternativa não privativa da liberdade, dispensando a instauração do processo, desde que haja a composição do dano, ou seja, o compromisso por parte do autor da infração de recuperar o dano causado ao meio ambiente. Por Jaidesson Peres- Agência de Notícias do MPAC.
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VÍDEO: Veja o que disse Ministra em julgamento do ex-governador Gladson Cameli
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7 dias atrásem
16 de abril de 2026No julgamento desta quarta-feira, dia 15/04/2026, a Corte Especial do STJ, por unanimidade, determinou o imediato desentranhamento dos Relatórios de Inteligência Financeira de n°s 50157.2.8600.10853, 50285.2.8600.10853 e 50613.2.8600.10853, a fim de que fosse viabilizada a continuidade do julgamento de mérito da ação penal. A própria Ministra Relatora Nancy Andrighi foi quem suscitou referida questão de ordem, visando regularizar e atualizar o processo.
O jornalista Luis Carlos Moreira Jorge descreveu o contexto com as seguintes palavras:
SITUAÇÃO REAL
Para situar o que está havendo no STJ: o STF não determinou nulidade, suspensão de julgamento e retirada de pauta do processo do governador Gladson. O STF apenas pediu para desentranhar provas que foram consideradas ilegais pela segunda turma da Corte maior. E que não foram usadas nem na denúncia da PGR. O Gladson não foi julgado ontem em razão da extensão da pauta do STJ. O julgamento acontecerá no dia 6 de maio na Corte Especial do STJ, onde pode ser absolvido ou condenado. Este é o quadro real.
A posição descrita acima reflete corretamente o quadro jurídico do momento.
Veja o vídeo:
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Ufac participa de lançamento de projeto na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre
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2 semanas atrásem
7 de abril de 2026A Ufac participou do lançamento do projeto Tecendo Teias na Aprendizagem, realizado na reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira (AC). O evento ocorreu em 28 de março e reuniu representantes do poder público, comunidade acadêmica e moradores da reserva.
Com uma área de aproximadamente 750 mil hectares e cerca de 500 famílias, a Resex é território de preservação ambiental e de produção de saberes tradicionais. O projeto visa fortalecer a educação e promover a troca de conhecimentos entre universidade e comunidade.
O presidente da reserva, Nenzinho, destacou que a iniciativa contribui para valorizar a educação não apenas no ensino formal, mas também na qualidade da aprendizagem construída a partir das vivências no território. Segundo ele, a proposta reforça o papel da universidade na escuta e no reconhecimento dos saberes locais.
O coordenador do projeto, Rodrigo Perea, sintetizou a relação entre universidade e comunidade. “A floresta ensina, a comunidade ensina, os professores aprendem e a Ufac aprende junto.”
Também estiveram presentes no lançamento os professores da Ufac, Alexsande Franco, Anderson Mesquita e Tânia Mara; o senador Sérgio Petecão (PSD-AC); o prefeito de Sena Madureira, Gerlen Diniz (PP); e o agente do ICMBio, Aécio Santos.
(Fhagner Silva, estagiário Ascom/Ufac)
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Educação Física homenageia Norma Tinoco por pioneirismo na dança — Universidade Federal do Acre
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2 semanas atrásem
7 de abril de 2026Os professores Jhonatan Gomes Gadelha e Shirley Regina de Almeida Batista, do curso de Educação Física da Ufac, realizaram a mostra de dança NT: Sementes de uma Pioneira, em homenagem à professora aposentada Norma Tinoco, reunindo turmas de bacharelado e licenciatura, escolas de dança e artistas independentes. O evento ocorreu na noite de 25 de março, no Teatro Universitário, campus-sede, visando celebrar a trajetória da homenageada pela inserção e legitimação da dança no curso.
Norma recebeu uma placa comemorativa pelos serviços prestados à universidade. Os alunos do curso, André Albuquerque (bacharelado) e Matheus Cavalcante (licenciatura) fizeram a entrega solene. Segundo os organizadores, os anos de dedicação da professora ao curso e seu pioneirismo jamais serão esquecidos.
“A ideia, que ganhou corpo e emoção ao longo de quatro atos, nasceu do coração de quem viveu de perto a influência da homenageada”, disse Jhonatan Gomes Gadelha, que foi aluno de Norma na graduação. Ele contou que a mostra surgiu de uma entrevista feita com ela por ocasião do trabalho dele de conclusão de curso, em 2015. “As falas, os ensinamentos e as memórias compartilhadas por Norma naquele momento foram resgatadas e transformadas em movimento”, lembrou.
Gadelha explicou que as músicas que embalaram as coreografias autorais foram criadas com o auxílio de inteligência artificial. “Um encontro simbólico entre a tradição plantada pela pioneira e as ferramentas do futuro. O resultado foi uma apresentação carregada de bagagem emocional, autenticidade e reverência à história que se contava no palco.”
Mostra em 4 atos
A professora de Educação Física, Franciely Gomes Gonçalves, também ex-aluna de Norma, foi a mestre de cerimônias e guiou o público por uma narrativa que comparava a trajetória da homenageada ao crescimento de uma árvore: “A Pioneira: A Raiz (ato I), “A Transformadora: O Tronco” (ato II), “O Legado: Os Frutos” (ato III) e “Homenagem Final: O reconhecimento” (ato IV).
O ato I trouxe depoimentos em vídeo e ao vivo, além de coreografias como “Homem com H” (com os 2º períodos de bacharelado e licenciatura) e “K Dance”, que homenageou os anos 1970. O ex-bolsista Kelvin Wesley subiu ao palco para saudar a professora. A escola de dança Adorai também marcou presença com as variações de Letícia e Rayelle Bianca, coreografadas por Caline Teodoro, e o carimbó foi apresentado pelo professor Jhon e pela aluna Kethelen.

O ato II contou com o depoimento ao vivo de Jhon Gomes, ex-aluno que seguiu carreira artística e acadêmica, narrando um momento específico que mudou sua trajetória. Ele também apresentou um solo de dança, seguido por coreografias da turma de licenciatura e uma performance de ginástica acrobática do 4º período.
No ato III foi exibido um vídeo em que os atuais alunos do curso de Educação Física refletiram sobre o que a dança significa em suas formações. As apresentações incluíram o Atelier Escola de Dança com “Entre o que Fica e o que Parte” (Ana Fonseca e Elias Daniel), o Estúdio de Artes Balancé com “Estrelas” (coreografia de Lucas Souza) e a Cia. de Dança Jhon Gomes, com outra versão de “Estrelas”. A escola Adorai retornou com “Sarça Ardente”, coreografada por Lívia Teodoro; os alunos do 2º período de bacharelado encerraram o ato.
No ato IV, após o ministério de dança Plenitude apresentar “Raridade”, música de Anderson Freire, a professora Shirley Regina subiu ao palco para oferecer palavras à homenageada. Em seguida, a mestre de cerimônias convidou Norma Tinoco a entrar em cena. Ao som de “Muda Tudo”, os alunos formaram um círculo ao redor da professora, cantando o refrão em coro.
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