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Jesus é massacrado nas redes após dizer ser contra privatização dos Correios, mas votar “sim”

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A aprovação na Câmara dos Deputados nesta quinta-feira, 5, do texto-base do projeto de lei que abre caminho para a privatização dos Correios, na forma do parecer apresentado pelo relator, deputado Gil Cutrim (Republicanos-MA) gerou críticas nas redes sociais no Acre. Foram 286 votos a favor, 173 contra e duas abstenções.

Um dos criticados foi o deputado federal Jesus Sérgio (PDT), que afirmou em entrevista recente que iria votar contra a privatização dos Correios, mas nesta quinta-feira, 5, o placar do voto na Câmara revelou que o deputado votou favorável à aprovação do texto-base, que viabiliza a privatização dos Correios.

O professor de filosofia, Isaac Melo, fez críticas ao deputado e o questionou o que levou o parlamentar a mudar de ideia para votar a favor da privatização.

“O que houve, deputado, para, em tão pouco tempo, mudar de ideia? Recebeu uma revelação divina? Como vc se atreve a votar contra o patrimônio do Brasil, contra os brasileiros? Seu voto é vergonhoso, é vil, é indecente. Vc não merece representar o Acre, muito menos Tarauacá”, escreveu.

Em um post, nas redes sociais na manhã desta sexta-feira, 6, o deputado Jesus Sérgio (PDT) afirmou que o seu voto favorável ocorreu devido o sistema de votação ter ficado desatualizado por alguns minutos por falta de sinal de internet. O deputado ressaltou que ainda é contra a privatização dos Correios e pediu desculpas aos funcionários da empresa pelo ocorrido.

“Ao restabelecer o sinal a tela mostrava a orientação da Bancada do PDT para votar SIM, mas se tratava do item anterior que já tinha encerrado. O item que estava sendo analisado naquele momento era o mérito do Projeto de Lei. Acabei sendo induzido ao erro votando SIM, quando deveria ter votado NÃO como o PDT orientava e como sempre defendi. Apesar de meu voto não ser capaz de mudar o placar, que foi de 286 a favor da privatização e 173 contrários, como ser humano cometi um equívoco como pode acontecer com qualquer um de nós. Deus sabe da minha intenção e a Diretoria do Sindicato dos Correios no Acre, com quem me reuni algumas vezes, conhece meu compromisso com essa luta. Peço minhas sinceras desculpas aos funcionários dos Correios pelo ocorrido”, explicou.

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Frase do dia: Ciro Gomes

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Frase do dia: Ciro Gomes

Matheus Leitão

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“Estou muito envergonhado! Isto é uma indignidade inexplicável!” (Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda, usando as redes sociais para reclamar da troca de Carlos Lupi por Wolney Queiroz, seu desafeto no PDT, no comando do Ministério da Previdência Social) 


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Felipe Barbosa

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A articulação para mudar quem define o teto de jur…

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A articulação para mudar quem define o teto de jur...

Nicholas Shores

O Ministério da Fazenda e os principais bancos do país trabalham em uma articulação para transferir a definição do teto de juros das linhas de consignado para o Conselho Monetário Nacional (CMN). 

A ideia é que o poder de decisão sobre o custo desse tipo de crédito fique com um órgão vocacionado para a análise da conjuntura econômica. 

Compõem o CMN os titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e da presidência do Banco Central – que, atualmente, são Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo.

A oportunidade enxergada pelos defensores da mudança é a MP 1.292 de 2025, do chamado consignado CLT. O Congresso deve instalar a comissão mista que vai analisar a proposta na próxima quarta-feira. 

Uma possibilidade seria aprovar uma emenda ao texto para transferir a função ao CMN.

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Hoje, o poder de definir o teto de juros das diferentes linhas de empréstimo consignado está espalhado por alguns ministérios. 

Cabe ao Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), presidido pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fixar o juro máximo cobrado no consignado para pensionistas e aposentados do INSS.

A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, é quem decide o teto para os empréstimos consignados contraídos por servidores públicos federais.

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Na modalidade do consignado para beneficiários do BPC-Loas, a decisão cabe ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.

Já no consignado de adiantamento do saque-aniversário do FGTS, é o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que tem a palavra final sobre o juro máximo.

Atualmente, o teto de juros no consignado para aposentados do INSS é de 1,85% ao mês. No consignado de servidores públicos federais, o limite está fixado em 1,80% ao mês.

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Segundo os defensores da transferência da decisão para o CMN, o teto “achatado” de juros faz com que, a partir de uma modelagem de risco de crédito, os bancos priorizem conceder empréstimos nessas linhas para quem ganha mais e tem menos idade – restringindo o acesso a crédito para uma parcela considerável do público-alvo desses consignados.

Ainda de acordo com essa lógica, com os contratos de juros futuros de dois anos beirando os 15% e a regra do Banco Central que proíbe que qualquer empréstimo consignado tenha rentabilidade negativa, a tendência é que o universo de tomadores elegíveis para os quais os bancos estejam dispostos a emprestar fique cada vez menor.



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