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Live com Marçal foi pior para Boulos ou para o coach?

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Matheus Leitão

A live de Guilherme Boulos e Pablo Marçal fala mal dos dois políticos, após tudo o que aconteceu no primeiro turno, mas é ainda bem pior para o deputado federal filiado ao PSOL, na opinião da coluna.

Logo no início da live aconteceu o primeiro grave problema para Boulos.

O candidato lulista para a prefeitura de São Paulo afirmou que “não foge de embate” e que “não tem ressentimento” em relação ao ex-coach.

Ora, ora.

Boulos faltou à sabatina promovida nesta semana por VEJA, por exemplo. Ou seja, é mentira que ele não foge de debates (ele também não foi ao de VEJA no primeiro turno).

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Depois, ao dizer que não guarda ressentimento do ex-coach, o psolista praticamente inocentou Pablo Marçal da criminosa fake news publicada no primeiro turno contra ele mesmo, Boulos.

Isso é muito grave.

Há apenas três semanas, não tem muito tempo, “tudo era bem diferente no Quartel de Abrantes”. Marçal inventava, sem pudor algum, a história falsa de internação de Boulos por uso de drogas. Tudo era mentira: o laudo, a assinatura do médico, que já havia morrido, e até a clínica, que é toda enrolada com a notícia.

Naquele momento, Boulos declarava que Marçal representava tudo o que há de pior na política. Agora, às vésperas do segundo turno, os dois pareciam amigos de infância num baita clima civilizado.

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A verdade é que o vale tudo da política virou de lado – de Marçal para Boulos – com essa aliança de última hora, e com o psolista até avalizando o comportamento criminoso do ex-coach.

Não acredito que terá o efeito desejado pelo psolista, de virar a eleição com votos marçalistas que correram para o colo de Ricardo Nunes no segundo turno. Mas, ainda assim, se acontecer, Boulos vai ganhar perdendo.

O candidato de Lula à prefeitura de São Paulo virou as costas para ele mesmo e para tudo que defendeu em sua trajetória política. O que deve acontecer, ao abrirem-se as urnas do segundo turno paulistano, é a dupla derrota de Boulos. O esquerdista vai perder perdendo.

Se ele foi o principal fenômeno eleitoral de 2020, quando perdeu ganhando (avaliação feita neste espaço), agora virou a grande decepção da eleição municipal brasileira, brigando voto a voto com Marçal por um posto vergonhoso da política.



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Matheus Leitão

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“Estou muito envergonhado! Isto é uma indignidade inexplicável!” (Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda, usando as redes sociais para reclamar da troca de Carlos Lupi por Wolney Queiroz, seu desafeto no PDT, no comando do Ministério da Previdência Social) 


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Felipe Barbosa

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A articulação para mudar quem define o teto de jur…

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A articulação para mudar quem define o teto de jur...

Nicholas Shores

O Ministério da Fazenda e os principais bancos do país trabalham em uma articulação para transferir a definição do teto de juros das linhas de consignado para o Conselho Monetário Nacional (CMN). 

A ideia é que o poder de decisão sobre o custo desse tipo de crédito fique com um órgão vocacionado para a análise da conjuntura econômica. 

Compõem o CMN os titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e da presidência do Banco Central – que, atualmente, são Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo.

A oportunidade enxergada pelos defensores da mudança é a MP 1.292 de 2025, do chamado consignado CLT. O Congresso deve instalar a comissão mista que vai analisar a proposta na próxima quarta-feira. 

Uma possibilidade seria aprovar uma emenda ao texto para transferir a função ao CMN.

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Hoje, o poder de definir o teto de juros das diferentes linhas de empréstimo consignado está espalhado por alguns ministérios. 

Cabe ao Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), presidido pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fixar o juro máximo cobrado no consignado para pensionistas e aposentados do INSS.

A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, é quem decide o teto para os empréstimos consignados contraídos por servidores públicos federais.

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Na modalidade do consignado para beneficiários do BPC-Loas, a decisão cabe ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.

Já no consignado de adiantamento do saque-aniversário do FGTS, é o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que tem a palavra final sobre o juro máximo.

Atualmente, o teto de juros no consignado para aposentados do INSS é de 1,85% ao mês. No consignado de servidores públicos federais, o limite está fixado em 1,80% ao mês.

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Segundo os defensores da transferência da decisão para o CMN, o teto “achatado” de juros faz com que, a partir de uma modelagem de risco de crédito, os bancos priorizem conceder empréstimos nessas linhas para quem ganha mais e tem menos idade – restringindo o acesso a crédito para uma parcela considerável do público-alvo desses consignados.

Ainda de acordo com essa lógica, com os contratos de juros futuros de dois anos beirando os 15% e a regra do Banco Central que proíbe que qualquer empréstimo consignado tenha rentabilidade negativa, a tendência é que o universo de tomadores elegíveis para os quais os bancos estejam dispostos a emprestar fique cada vez menor.



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