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O que quer Pablo Marçal com a sabatina a Guilherme…

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Matheus Leitão

Quem acompanhou o 1º turno da eleição em São Paulo talvez esteja em choque com o convite de Pablo Marçal para uma “sabatina” com Guilherme Boulos, planejada para ser uma espécie de “entrevista de emprego”. 

A depender do tamanho de sua inocência, o candidato do PSOL comparecerá, com o argumento de que, nesta hora, vale tudo para conquistar o voto do eleitor – em especial aquele que optou pelo ex-coach no dia 6 de outubro. 

Para se dispor ao papel de cordeiro, Boulos precisará fechar os olhos para os crimes cometidos por Marçal contra ele ou de seus integrantes de campanha contra outros adversários. 

Pablo Marçal inventou que Boulos foi internado numa clínica por ser viciado em drogas e, no debate no Flow, acabou expulso nos últimos segundos, dando a senha para o soco no marqueteiro de Ricardo Nunes. 

Na retórica pirotécnica das redes, Boulos sofrei com o ex-coach. Em todos os embates com Marçal – do deboche com a carteira de trabalho em riste às infundadas acusações de uso de drogas –, levou a pior. 

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É improvável, portanto, que, agora, no momento em que Marçal não tem nada a perder, Boulos saia da sabatina melhor do que entrou. Pelo contrário, sairá ainda mais desfeiteado do que das outras vezes. 

E a razão é óbvia: o que Marçal ganharia ajudando Boulos? Coisa nenhuma.

Por outro lado, se na véspera do 2º turno impõe a Boulos um vexame extraordinário – como o que pretendeu ao divulgar o laudo falso na iminência da abertura das urnas –, poderá reivindicar parte do eventual êxito de Ricardo Nunes. 

Assim, cravará a bandeira do marçalismo num território que Ricardo Nunes, Tarcísio de Freitas e Jair Bolsonaro fizeram questão de lhe privar. Será o seu último ato de campanha – ponte para 2026. 



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Frase do dia: Ciro Gomes

Matheus Leitão

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“Estou muito envergonhado! Isto é uma indignidade inexplicável!” (Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda, usando as redes sociais para reclamar da troca de Carlos Lupi por Wolney Queiroz, seu desafeto no PDT, no comando do Ministério da Previdência Social) 


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Felipe Barbosa

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A articulação para mudar quem define o teto de jur…

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A articulação para mudar quem define o teto de jur...

Nicholas Shores

O Ministério da Fazenda e os principais bancos do país trabalham em uma articulação para transferir a definição do teto de juros das linhas de consignado para o Conselho Monetário Nacional (CMN). 

A ideia é que o poder de decisão sobre o custo desse tipo de crédito fique com um órgão vocacionado para a análise da conjuntura econômica. 

Compõem o CMN os titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e da presidência do Banco Central – que, atualmente, são Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo.

A oportunidade enxergada pelos defensores da mudança é a MP 1.292 de 2025, do chamado consignado CLT. O Congresso deve instalar a comissão mista que vai analisar a proposta na próxima quarta-feira. 

Uma possibilidade seria aprovar uma emenda ao texto para transferir a função ao CMN.

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Hoje, o poder de definir o teto de juros das diferentes linhas de empréstimo consignado está espalhado por alguns ministérios. 

Cabe ao Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), presidido pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fixar o juro máximo cobrado no consignado para pensionistas e aposentados do INSS.

A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, é quem decide o teto para os empréstimos consignados contraídos por servidores públicos federais.

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Na modalidade do consignado para beneficiários do BPC-Loas, a decisão cabe ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.

Já no consignado de adiantamento do saque-aniversário do FGTS, é o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que tem a palavra final sobre o juro máximo.

Atualmente, o teto de juros no consignado para aposentados do INSS é de 1,85% ao mês. No consignado de servidores públicos federais, o limite está fixado em 1,80% ao mês.

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Segundo os defensores da transferência da decisão para o CMN, o teto “achatado” de juros faz com que, a partir de uma modelagem de risco de crédito, os bancos priorizem conceder empréstimos nessas linhas para quem ganha mais e tem menos idade – restringindo o acesso a crédito para uma parcela considerável do público-alvo desses consignados.

Ainda de acordo com essa lógica, com os contratos de juros futuros de dois anos beirando os 15% e a regra do Banco Central que proíbe que qualquer empréstimo consignado tenha rentabilidade negativa, a tendência é que o universo de tomadores elegíveis para os quais os bancos estejam dispostos a emprestar fique cada vez menor.



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