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Epitaciolândia

Presidente do TJAC, Des. Francisco Djalma, prioriza cooperação com prefeituras

Gecom TJAC, via Acrenoticias.com - Da Amazônia para o Mundo!

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Presidência do TJAC assina Termo de Cooperação com prefeituras de Epitaciolândia e Sena Madureira.

Trata-se da infraestrutura das unidades judiciárias nos municípios.

Com a gestão voltada para o primeiro grau da jurisdição, o presidente do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), desembargador Francisco Djalma, iniciou mais uma etapa de cumprimento de metas para o biênio 2019-2021. Trata-se da infraestrutura das unidades judiciárias nos municípios.

Desde o mês passado, o desembargador-presidente tem articulado com as prefeituras para, em conjunto, reformarem os fóruns no interior do Estado.

Na sexta-feira, 29, por exemplo, um Termo de Cooperação foi assinado entre o Poder Judiciário Acreano e a Prefeitura de Sena Madureira. Nesta segunda-feira, 1, foi com a Prefeitura de Epitaciolândia.

“A finalidade é promover, juntos, as reformas necessárias nas unidades judiciárias. A primeira instância é o cartão de visitas do Poder Judiciário”, disse o desembargador-presidente Francisco Djalma.

Ele destacou, ainda, que uma prestação jurisdicional adequada e de qualidade oriunda do primeiro grau é elemento indispensável para garantir a cidadania e para que o Judiciário se mostre eficiente à sociedade.

“Para oferecermos essa qualidade, é necessário que se tenha uma estrutura adequada também. A previsão é as obras iniciarem logo no início do verão para podermos fazer a entrega o quanto antes”, destacou.

CRIME

Júri condena homem que matou colono a pauladas em ramal de Epitaciolândia

O Alto Acre, via Acrenoticias.com - Da Amazônia para o Mundo!

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O tribunal do Júri realizou na manhã desta terça-feira, dia 14, o julgamento do acusado de ter matado com golpes de madeira no dia 19 de novembro de 2017, o colono Manoel de Figueiredo, de 50 anos, que teve seu corpo localizado no ramal do Prata, zona rural do município de Epitaciolândia.
Cinco meses depois, Cristiano Souza da Silva (23), foi preso na cidade de Xapuri, cidade distante 75km da fronteira. O crime teria sido motivado após ser denunciado pela vítima, que motivou sua prisão na época e após dias, voltou para matar Manoel.

Cristiano também preso por outros delitos na cidade de Xapuri, mas, o crime em Epitaciolândia foi considerado o principal que motivou sua prisão e levado para o presídio, onde esperou seu julgamento.
Por motivo torpe sem defesa da vítima, o Ministério Público foi enfático em pedir a condenação de Cristiano. O mesmo é considerado de alta periculosidade, onde teria cometido vários crimes além do caso de Manoel, brutalmente assassinado a golpes de madeira na cabeça e que teve seu corpo deixado em um ramal.
Cristiano foi reconduzido ao presídio FOC na Capital após saber de sua condenação.
Após a deliberação do Júri, a juíza de Epitaciolândia Joelma Ribeiro, anunciou a sentença contra Cristiano iniciando em 13 anos e 6 meses de reclusão. Com o histórico negativo de antecedentes negativos e três condenações, lhe foi somando mais 7 anos e 9 meses, totalizando 21 anos e 5 meses de reclusão.

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Acreanidades

Extrativistas acreanos participam de intercâmbio em comunidades rurais do MT

Assessoria, via Acrenoticias.com - Da Amazônia para o Mundo!

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Os extrativistas e membros da Associação Wilson Pinheiro, do Seringal Porvir, Reserva Extrativista Chico Mendes (Epitaciolândia, AC) participaram de intercâmbio com agricultores e indígenas do interior do Mato Grosso, na região de Juruena (MT), distante 900 quilômetros de Cuiabá.

A programação incluiu visita à fábrica de beneficiamento de castanha-do-brasil (ou castanha-do-pará) da Cooperativa dos Agricultores do Vale do Amanhecer (Coopavam) áreas de Sistemas Agroflorestais, hortas agroecológicas e às instalações da Associação de Mulheres Cantinho da Amazônia e Associação Marias da Terra. Durante o evento, dentre os dias 22 a 24 de abril, foi realizado ainda o IV Encontro de Mulheres Rurais e Indígenas do Noroeste de Mato Grosso e Acre.

“Uma coisa muito importante que nós vimos lá foi que os agricultores estão realizando o sonho de cooperativismo com a Coopavan. O que mais me chamou a atenção foi a união dos produtores rurais. Eles vem lutando, com tropeços, mas estão conseguindo e é por isso que nós viemos visitar e tentar levar alguma coisa daqui para nossa comunidade”, afirma o vice-presidente da Associação Wilson Pinheiro, Jurandi Moura.

A Coopavan trabalha com a produção e beneficiamento de castanha-do-brasil. Em 2019, irá processar 200 toneladas de castanhas e produzir castanha, óleo, farinha e barra de cereais de castanha, todos com certificação orgânica. Instalada no assentamento Vale do Amanhecer, um dos poucos do Mato Grosso que possui Reserva Legal Comunitária, com uma área de 7.200 hectares de floresta amazônica. Para atender a demanda do mercado, a Coopavan tem parceria com comunidades indígenas, de onde vem cerca de 80% da castanha beneficiada na fábrica.

“Não foi fácil quando começamos, há 11 anos. Não tínhamos mercado, aí começamos a trabalhar com o Programa de Aquisição de Alimentos, do Governo Federal e depois conseguimos vender para a iniciativa privada, como a Natura. Mas foi um processo lento e que exigiu muito engajamento da comunidade”, conta Luzenira Lustosa, presidente da Coopavam.

Encontro de Mulheres

Ao todo, participaram 48 mulheres agricultoras e extrativistas do Noroeste de Mato Grosso e do Acre além de representantes dos povos indígenas Apiaká, Cayabi, Cinta-Larga e Munduruku. Elas puderam conhecer experiências como a da Coopavam, da Associação de Mulheres Cantinho da Amazônia – Amca e da Associação Marias da Terra.

“A Anca é uma associação em que a cada três mulheres, um homem pode se associar. Nós produzimos castanha, biscoitos, paçocas e macarrão de castanha. Todos trabalham juntos, mas a diretoria é sempre composta pelas mulheres. Nós montamos essa organização para as mulheres terem uma alternativa de renda”, conta a tesoureira Leonilda Graci Bus.

A Associação Marias da Terra (Amater) estruturou uma cozinha para processar a farinha de banana e a farinha de babaçu. A principal atividade da comunidade Treze de maio, onde está instalada a Amater, é a produção de leite e as mulheres começaram a agregar outras produções com quintas agroflorestais para produzir banana, mandioca e hortaliças .

“Conseguimos instalar a cozinha, por meio do projeto no Programa de Pequenos Projetos Ecossociais e não tínhamos dinheiro para comprar os ingredientes, fizemos uma rifa de potes de cozinha e começamos a trabalhar e depois conseguimos vender a farinha de banana e a de babaçu para o PAA” conta a presidente Sidneia Souza.

Segundo a extrativista Rosiane Alves, do Seringal Porvir, essas experiências mostraram a importância de se organizar para conseguir avanços na comunidade. “Eu estou com expectativa tão grande de colocar todas as ideias que tive durante esse encontro em prática lá no Acre”, disse.

Indígenas

A participação das indígenas Cayabi, Munduruku, Apiaká e Cinta Larga foi um dos pontos fortes do evento. Elas são fornecedoras de castanha para a Coopavan e com a renda obtida têm conseguido melhorais para o dia-a-dia das famílias e da comunidade, com respeito à floresta em pé em um contexto de extração madeireira. Um desses avanços foi a criação, há dois meses, da Associação de Mulheres Cinta Larga.

“A principal lição que nós tiramos desse encontro para o nosso grupo de mulheres Cinta Larga, é que organizadas nós somos mais fortes. A mulher, quando ela se une em uma voz só, nós não abrimos só janelas, nós abrimos portas, e foi isso que a gente vivenciou aqui em Juruena”, conta Adriana Camargo, da Associação de Mulheres Cinta Larga.

O evento foi promovido pelo projeto Poço de Carbono Juruena, desenvolvido pela Associação de Desenvolvimento Rural de Juruena (Adejur), com patrocínio da Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental, e pelo projeto Bem Diverso, uma parceria entre a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), com recursos do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF).

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