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Startups tecnológicas europeias aguardam o retorno de Trump – DW – 14/11/2024
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Qualquer pessoa que participar de uma conferência de tecnologia em 2024 pode esperar ser confrontada com inteligência artificial (IA) para onde quer que eles se virem. Nesse sentido, o Web Summit, a maior conferência tecnológica da Europa que se realiza anualmente em Lisboa, não foi diferente.
Mas para a multidão de mais de 70 mil visitantes, startups, investidores e executivos que passam pelos corredores em de Lisboa Feira Internacional, outro tema flutuava no ar – o que exatamente será Donald Trump’s segundo termo significa para a indústria de tecnologia, especialmente na Europa?
Alguns painéis abordaram a questão geopolítica de frente. “Uma nova era Trump” era o título contundente de uma delas. “UE, a bola está do seu lado”, afirmou outro.
Legalistas devem ter grande importância na nova administração Trump
Entre os participantes com interesse na Europa comece sector, há consenso de que a Europa precisa de reconhecer isso, e rapidamente.
A crescente disparidade entre os EUA e a UE?
“Acho que ainda não sabemos o que isso significará, mas acho que todos estão muito alertas”, diz Anne Christin Braun, chefe de Saúde Digital e Marketing da incubadora tecnológica alemã ZOLLHOF. “Todos estão tentando entender o que isso pode significar e preparar suas oportunidades para o futuro”, disse ela à DW.
Mesmo quando o gabinete de Donald Trump começa a tomar formaainda não está claro qual será sua abordagem ao setor. A nomeação do CEO da Tesla, Elon Musk, para um cargo de gabinete recém-criado levou a sugestões de que os problemas da Big Tech serão extremamente perto do coração do poder.
Combinado com a política económica “América em Primeiro Lugar” de Trump, isto poderá significar um alargamento do fosso entre os EUA e a UE em questões tecnológicas fundamentais, tais como os regulamentos que rodeiam a utilização da IA, que acabarão por definir o que as startups são capazes de fazer.
Gigantes da tecnologia americana, incluindo Google e OpenAI possuem quase todos os grandes modelos de linguagem nos quais a grande maioria das startups de IA baseiam seus aplicativos.
Antoine Jardin, CTO da startup francesa Arlequin.AI, que fornece análise de dados sociais baseada em IA, acredita que as eleições americanas mudaram muitas coisas. “Os EUA tentarão separar-se do resto do desenvolvimento da IA em todo o mundo”, disse ele à DW. “O que aconteceu nos EUA na semana passada provou que o mercado se transformou um pouco e cada área precisa desenvolver o seu próprio ecossistema (tecnológico).”
A regulamentação da IA pode proporcionar confiança
Ainda existe uma confiança tranquila entre muitos de que a Europa poderá ter sucesso nesse aspecto.
Para Braun, as proteções da UE em torno do uso da IA, agora consagradas na chamada Lei da IA, são uma oportunidade para as startups tecnológicas europeias para assumir a liderança em inteligência artificial que as pessoas se sintam seguras ao usar. «A nossa oportunidade na Europa em termos de segurança e proteção de dados é realmente desenvolver uma IA fiável, mas fazê-lo de uma forma que a economia beneficie dela.»
É uma questão também levantada pelo investidor em IA Andreas Urbanski. “Pessoalmente, penso que (a Lei da IA da UE) é um excelente ponto de partida na direção certa”, disse ele à DW, acrescentando que há definitivamente uma necessidade de uma “regulamentação inteligente”.
“As startups que dizem que não há inovação suficiente na Europa por causa da Lei da IA, penso que é uma afirmação muito egoísta”, disse ele.
Ao mesmo tempo, as startups desejam que a Europa mantenha uma abordagem aberta a outros mercados que não os EUA, permitindo-lhes procurar oportunidades noutros lugares.
“Para nós, no negócio da sustentabilidade, (a eleição) não é uma mudança positiva, porque sabemos como Trump se posiciona em relação ao clima”, disse Paula Gonzalez, CEO e cofundadora da Sustanya, uma startup portuguesa que ajuda pequenas empresas a coletar e publicar suas informações de sustentabilidade. “Mas as empresas na Europa e em todo o mundo estão comprometidas com a sustentabilidade e penso que a Europa está realmente posicionada muito bem para aceder a outros mercados. América Latina e África, por exemplo.”
Jardin, da Arlequin.AI, afirma o mesmo, dizendo que é muito importante que “a Europa se envolva com outras áreas do mundo”.
Falta de capital prejudica a tecnologia europeia
Contudo, existe uma aceitação generalizada de que os concorrentes americanos têm uma grande vantagem quando se trata de ganhar o dinheiro dos investidores.
De acordo com números da empresa de capital de risco Atomicoo capital investido em tecnologia europeia situou-se em 45 mil milhões de dólares (42,6 mil milhões de euros) em 2023, em comparação com 120 mil milhões de dólares nos EUA.
Se a eleição de Trump realmente significar que a Europa precisa de um ecossistema mais forte, as startups vão precisar de dinheiro para construí-lo.
“A única coisa é que atrair capital nos Estados Unidos e na Europa é muito diferente. Nos Estados Unidos a quantidade de dinheiro disponível é muito maior. Agora é uma espécie de jogo de ‘crescer ou morrer’, por isso é um pouco complicado, mas tenho certeza”, diz Gonzalez.
No entanto, a mesma questão de acesso ao capital levou Nelson Ajulo, empresário e CEO da startup holandesa de plataforma operacional Joble, a pensar em mudar-se para os EUA em breve.
“Nos EUA há investidores que estão dispostos a lhe dar o que você realmente precisa para expandir sua organização”, disse ele à DW. “E eles não estão pensando pequeno, estão pensando grande”.
De momento, ele também vê a eleição de Trump como uma vantagem para os EUA porque pode imaginar que o cenário empresarial naquele país se tornará “mais favorável” com Trump como empresário. “Você pode ver que o mercado de ações está realmente subindo agora. É o efeito cascata. Se as ações subirem, os investidores terão mais retorno no bolso, isso também significa que há mais dinheiro para investimento”, disse ele, acrescentando que a expectativa na trajetória do mercado, “parece muito esperançoso”.
Já olhando para 2025, cartazes espalhados pelo Web Summit e na app do evento anunciam bilhetes para novembro próximo. A inteligência artificial, sem dúvida, ainda será o assunto da cidade.
As startups europeias esperam que a política dos EUA e os seus efeitos na indústria sejam suficientemente pequenos para permanecerem em segundo plano.
Editado por: Uwe Hessler
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Professora publica livro sobre sítios naturais sagrados do povo Nukini — Universidade Federal do Acre
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4 de março de 2026A professora Renata Duarte de O. Freitas, do curso de Direito do campus Floresta da Ufac, lança o livro “Aldeia Isã Vakevu, do Povo Originário Nukini: Um Sítio Natural Sagrado no Coração do Juruá” (Lumen Juris, 240 p.). O evento ocorre neste sábado, 7, às 19h, no teatro dos Nauas, em Cruzeiro do Sul. Resultado de investigação científica, a obra integra a cosmologia indígena aos marcos regulatórios da justiça ambiental.
A pesquisa é fundamentada na trajetória de resistência do povo Nukini. O livro presta homenagem à memória de Arlete Muniz (Ynesto Kumã), matriarca, parteira e liderança espiritual que preservou os conhecimentos milenares do Povo da Onça frente aos processos de aculturação e violência histórica.
O texto destaca a continuidade desse patrimônio imaterial, transmitido de geração para geração ao seu neto, o líder espiritual Txane Pistyani Nukini (Leonardo Muniz). Atualmente, esse legado sustenta a governança espiritual no Kupixawa Huhu Inesto, onde a aplicação das medicinas da floresta e a proteção territorial dialogam com a escrita acadêmica para materializar a visão de mundo Nukini perante a sociedade global.
Renata Duarte de O. Freitas introduz no cenário jurídico eixos teóricos que propõem um novo paradigma para a conservação ambiental: sítios naturais sagrados, que são locais de identidade cultural e espiritual; direito achado na aldeia, cuja proposta é que o ordenamento jurídico reconheça que a lei também emana da sacralidade desses locais; e direitos bioculturais, que demonstram que a biodiversidade da Serra do Divisor é preservada porque está ligada ao respeito pelos sítios naturais sagrados.
Ao analisar a sobreposição de uma parte do território Nukini com o Parque Nacional da Serra do Divisor, a obra oferece uma solução científica: o reconhecimento de que áreas protegidas pelo Estado devem ser geridas em conjunto com os povos originários, respeitando seus territórios sagrados.
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Em caravana, ministro da Educação, Camilo Santana, visita a Ufac — Universidade Federal do Acre
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25 de fevereiro de 2026A Ufac recebeu, nesta quarta-feira, 25, na Reitoria, campus-sede, a visita do ministro da Educação, Camilo Santana, no âmbito da caravana Aqui Tem MEC, iniciativa do Ministério da Educação voltada ao acompanhamento de ações e investimentos nas instituições federais de ensino.
Durante a agenda, o ministro destacou que a caravana tem percorrido instituições federais em diferentes Estados para conhecer a realidade de cada campus, dialogar com gestores e a comunidade acadêmica, além de acompanhar as demandas da educação pública federal.
Ao tratar dos investimentos relacionados à Ufac, a reitora Guida Aquino destacou a obra do campus Fronteira, em Brasileia, que conta com R$ 40 milhões em recursos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A estrutura terá seis cursos, com salas de aula, laboratórios, restaurante universitário e biblioteca.
Abordando a visita, Guida ressaltou a importância da universidade para o Estado e a missão da educação pública. “A Ufac é a única universidade pública federal de ensino superior do Acre e, por isso, tem papel estratégico na formação e no desenvolvimento regional. A educação é que transforma vidas, transforma o país.”

Outro tema tratado durante a agenda foi a implantação do Hospital Universitário no Acre. Camilo Santana afirmou que o Estado é o único que ainda não conta com essa estrutura e informou que o governo federal dispõe de R$ 50 milhões, por meio do Novo PAC, para viabilizar adequações e a implantação da unidade.
Ele explicou que a prioridade continua sendo a concretização de uma parceria para doação de um hospital, mas afirmou que, se isso não ocorrer, o MEC buscará outra alternativa para garantir a instalação do serviço no Estado. “O importante é que nenhum Estado desse país deixe de ter um hospital universitário”, enfatizou.

Guida reforçou a importância do projeto e disse que o Hospital Universitário já poderia ser celebrado no Acre. Ao defender a iniciativa, contou que a unidade contribuiria para qualificar o atendimento, reduzir filas de tratamento fora de domicílio e atender melhor pacientes do interior, inclusive em casos ligados às doenças tropicais da Amazônia. Em tom crítico, declarou: “O cavalo selado, ele só passa uma vez”, ao se referir à oportunidade de implantação do hospital.
Após coletiva de imprensa, o ministro participou de reunião fechada com pró-reitores, gestores, políticos e parlamentares da bancada federal acreana, entre eles o senador Sérgio Petecão (PSD) e as deputadas Meire Serafim (União) e Socorro Neri (PP).
A comitiva do MEC foi formada pela secretária de Educação Básica, Kátia Schweickardt; pelo secretário de Educação Profissional e Tecnológica, Marcelo Bregagnoli; pelo secretário de Educação Superior, Marcus Vinicius David; e pelo presidente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, Arthur Chioro.
Laboratório de Paleontologia
Depois de participar de reunião, Camilo Santana visitou o Laboratório de Paleontologia da Ufac. O professor Edson Guilherme, coordenador do espaço, apresentou o acervo científico ao ministro e destacou a importância da estrutura para o avanço das pesquisas no Acre. O laboratório foi reformulado, ampliado e recentemente reinaugurado.

Aberto para visitação de segunda a sexta-feira, em horário de expediente, exceto feriados, o local reúne fósseis originais e réplicas de animais que viveram no período do Mioceno, quando o oeste amazônico era dominado por grandes sistemas de rios e lagos. A entrada é gratuita e a visitação é aberta a estudantes e à comunidade em geral.
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A Pró‑Reitoria de Graduação (Prograd) da Universidade Federal do Acre (Ufac) é o órgão responsável pelo planejamento, coordenação e supervisão das atividades acadêmicas relacionadas ao ensino de graduação. Sua atuação está centrada em fortalecer a formação universitária, promovendo políticas e diretrizes que assegurem a qualidade, a integração pedagógica e o desenvolvimento dos cursos de bacharelado, licenciatura e demais formações presenciais e a distância. A Prograd articula ações com as unidades acadêmicas, órgãos colegiados e a comunidade universitária, garantindo que os currículos e práticas pedagógicas estejam alinhados aos objetivos institucionais.
Entre as principais atribuições da Prograd estão a coordenação da política de ensino, a supervisão de programas de bolsas voltadas à graduação, a análise e encaminhamento de propostas normativas e a participação em iniciativas que promovem a reflexão e o diálogo sobre o ensino superior.
A Prograd é organizada em três diretorias, cada uma com funções específicas e complementares:
Diretoria de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino — responsável por ações estratégicas voltadas ao desenvolvimento de metodologias, à regulação e ao apoio pedagógico dos cursos de graduação.
Diretoria de Apoio à Formação Acadêmica — dedicada a acompanhar e apoiar as atividades acadêmicas dos estudantes, incluindo estágios, mobilidade estudantil e acompanhamento da formação acadêmica.
Diretoria de Apoio à Interiorização e Programas Especiais — voltada à gestão de programas especiais, políticas de interiorização e ações que ampliam o acesso e a permanência dos alunos em diferentes regiões.
A Prograd participa, ainda, de iniciativas que promovem a reflexão e o diálogo sobre o ensino superior, integrando docentes, estudantes e gestores em fóruns, encontros e ações que visam à atualização contínua dos processos formativos e ao atendimento das demandas sociais contemporâneas.
Com compromisso institucional, a Pró‑Reitoria de Graduação contribui para que a UFAC cumpra seu papel educativo, formando profissionais críticos e comprometidos com as realidades local e regional, garantindo um ambiente acadêmico de excelência e responsabilidade social.
Ednacelí Abreu Damasceno
Pró-Reitora de Graduação
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