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Trio ganha prêmio de economia 2024 – DW – 14/10/2024

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O 2024 Prêmio Nobel de Economia foi atribuído na segunda-feira a Daron Acemoglu, Simon Johnson e James A. Robinson por seus estudos sobre como as instituições são formadas e afetam a prosperidade.

Os vencedores foram anunciados pela Real Academia Sueca de Ciências numa conferência de imprensa em Estocolmomarcando o fim da temporada do Nobel de 2024, depois que prêmios de medicina, física, química, literatura e paz foram concedidos na semana passada.

O prémio de economia vale 11 milhões de coroas suecas (cerca de 1 milhão de dólares; 0,92 milhões de euros) – o mesmo que as outras categorias do Nobel.

Quem são os vencedores deste ano?

Acemoglu, Johnson e Robinson são economistas e cientistas políticos altamente influentes, particularmente conhecidos pelas suas colaborações na relação entre instituições políticas, desenvolvimento económico e prosperidade a longo prazo.

Acemoglu e Johnson são professores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), enquanto Robinson trabalha na Universidade de Chicago.

“Reduzir as grandes diferenças de rendimento entre os países é um dos maiores desafios do nosso tempo. Os laureados demonstraram a importância das instituições sociais para a prosperidade de um país”, disse Jakob Svensson, Presidente do Comité do Prémio em Ciências Económicas.

“Sociedades com um Estado de direito deficiente e instituições que exploram a população não geram crescimento nem mudanças para melhor”, acrescentaram os organizadores do prémio no seu website.

Economia, um retardatário na série Nobel

O Prémio Nobel da Economia não estava entre os cinco Prémios Nobel estabelecidos pelo falecido químico, inventor, empresário e engenheiro sueco Alfred Noble no seu testamento em 1895.

Foi criado em 1968 por uma doação do banco central da Suécia e foi concedido pela primeira vez no ano seguinte.

O vencedor é decidido pela Real Academia Sueca de Ciências, que segue o mesmo processo de seleção dos demais prêmios Nobel.

Entre 1969 e 2023, o prémio de economia foi ganho 55 vezes por 93 laureados.

Antes do anúncio de segunda-feira, os Estados Unidos tinham o maior número de prémios Nobel de Economia, com 68 académicos a receberem o prémio nos últimos 55 anos, seguidos pelo Reino Unido com 11 e Canadá e França empatados com quatro.

Friedman, Hayek, Bernanke entre os vencedores anteriores

O prémio do ano passado foi para a economista norte-americana e professora da Universidade de Harvard, Claudia Goldin, pela sua investigação sobre o papel das mulheres no mercado de trabalho. Goldin é uma das três mulheres a receber o prêmio e foi a primeira mulher a vencer sozinha.

Entre os mais famosos galardoados em economia estavam Friedrich Hayek em 1974, que defendeu o capitalismo de livre mercado, Milton Friedman, que ganhou em 1976 pelo seu trabalho sobre o monetarismo, e Amartya Sen em 1998, conhecido pelo seu trabalho na economia do bem-estar.

O ex-presidente da Reserva Federal dos EUA, Ben Bernanke, foi um dos três laureados anunciados em 2022, pela sua análise da Grande Depressão de 1929-1939.

Economia continua a cortejar controvérsia

O prémio continua a ser controverso, uma vez que um dos descendentes de Nobel, o advogado sueco de direitos humanos Peter Nobel, insiste que a família do falecido inventor não tinha intenção de reconhecer a economia.

Nobel era conhecido por seu interesse em empreendimentos humanitários e científicos, não na economia, disse seu sobrinho-bisneto.

O prémio também foi acusado de ter um preconceito ideológico em relação a certas escolas de pensamento económico.

Os críticos denunciaram alguns vencedores anteriores por apresentarem teorias que levaram a impactos sociais negativos, incluindo desigualdade e instabilidade financeira.

O nome formal do prêmio é Prêmio do Banco da Suécia em Ciências Econômicas em Memória de Alfred Nobel.

mm/rmt (AFP, AP, dpa, Reuters)



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Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia — Universidade Federal do Acre

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Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia-interna-2.jpg

A Ufac realizou a entrega de novos equipamentos para o Laboratório de Sismologia da Estação de Geofísica Aplicada do Acre. Os dispositivos provêm de emenda parlamentar no valor de R$ 750 mil, alocada pela deputada federal Socorro Neri (PP-AC), inseridos em um investimento global de R$ 900 mil destinados ao projeto de pesquisa da universidade. O evento ocorreu na sexta-feira, 29, no auditório do bloco do curso de Física. 

O aporte viabilizou a aquisição de um sistema de videoconferência e monitoramento —composto por TVs, câmeras e nobreaks— além de workstations com GPU e servidores dedicados de alta performance para o Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI) da universidade.

A estrutura física e computacional dará suporte a uma rede de seis estações sismográficas de banda larga com telemetria, que funcionarão de forma contínua (24 horas por dia, sete dias por semana) nos municípios de Rio Branco (campus-sede), Sena Madureira, Tarauacá, Assis Brasil, Marechal Thaumaturgo e Santa Rosa do Purus.

Além de atuar no monitoramento da atividade tectônica regional para fins de proteção junto à Defesa Civil do Estado, o laboratório utilizará métodos de sísmica passiva para o mapeamento de falhas profundas com potencial de geração e migração de hidrogênio geológico. 

“Este é o primeiro laboratório de sismologia da região Norte. Isso é muito importante porque nossa região sofre influência da atividade na borda de duas placas tectônicas”, explicou a reitora Guida Aquino.

Socorro Neri enfatizou o compromisso com o avanço científico regional, ressaltando que os novos dispositivos tecnológicos contribuirão diretamente para o monitoramento preciso e seguro de abalos na Amazônia.

O coordenador do projeto e da área de Física, professor Antonio Romero da Costa Pinheiro, destacou o caráter integrador do projeto. “Unimos a pesquisa de ponta à extensão universitária através da confecção de sismômetros didáticos de baixo custo com sensores Arduino para escolas públicas da rede estadual e municipal.”

Ufac entrega equipamentos para Laboratório de Sismologia-interna.jpg

Também compuseram o dispositivo de honra da solenidade a vice-reitora eleita, Almecina Balbino; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Margarida Carvalho; o diretor do CCBN, José Ribamar Lima; e o coordenador do curso de Física, Victor Ribeiro.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)

 



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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais — Universidade Federal do Acre

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PZ realiza reunião para discutir prevenção de incêndios florestais-interna.jpg

O Parque Zoobotânico (PZ) da Ufac sediou uma reunião estratégica para debater alternativas de prevenção, controle, monitoramento e combate a incêndios florestais nas áreas verdes do campus-sede, projeto Humaitá e Fazenda Experimental Catuaba. O encontro ocorreu na sexta-feira, 29, na sala ambiente do PZ.

A iniciativa foi motivada pela necessidade de ampliar a articulação institucional frente à aproximação do período de estiagem. Nessa época, a combinação de vegetação seca, acúmulo de folhas e galhos e baixa umidade eleva drasticamente a vulnerabilidade desses espaços. Além do viés ambiental, a pauta destacou a relevância acadêmica das áreas para atividades de ensino, pesquisa e extensão de diversos cursos da universidade.

Os participantes discutiram propostas para fortalecer o controle de acesso, a vigilância e o planejamento preventivo. O histórico de sinistros na instituição, como o incêndio de 2010 ocorrido nas proximidades da Unidade de Tecnologia de Alimentos (Utal), foi lembrado para reforçar a urgência de tratar o tema de forma permanente.

Além disso, foi apresentada uma contextualização institucional do PZ e sua relevância para a Ufac e a sociedade acreana. O professor Rodrigo Perea expôs a pesquisa desenvolvida em 2025 por seu orientando, Moisés Pereira, aluno do doutorado Bionorte da Ufac, sobre risco de incêndio em áreas florestadas do campus-sede.

As discussões foram enriquecidas pelas contribuições do professor Moisés Barbosa de Souza, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), reconhecido por seu conhecimento sobre as áreas florestadas da Ufac, apontando para a necessidade de uma construção coletiva que envolva orientação, resposta rápida e proteção da biodiversidade.

“Esperamos que a organização de alternativas de prevenção, monitoramento e combate ao risco de incêndios florestais nas áreas da Ufac avance significativamente em 2026”, disse o diretor substituto do PZ, Wanderson Gomes. “Diante da previsão de uma estiagem mais severa, é fundamental que a universidade esteja preparada para agir de forma planejada, integrada e preventiva.”

Também participaram da reunião representantes da Prefcam, do CCBN, do CFCH, dos cursos de Geografia e Medicina Veterinária, do doutorado Bionorte, além de servidores e colaboradores ligados à temática ambiental.

Próximos passos

Para dar materialidade às ações propostas, foram definidos os seguintes encaminhamentos práticos:

– 3 de junho às 8h: visita in loco à trilha interna do PZ (trajeto de aproximadamente 3 quilômetros) para mapear pontos críticos, gargalos de acesso e possibilidades de intervenção;

– 12 de junho às 8h30: nova reunião de trabalho com o objetivo de dar continuidade às discussões e avançar na consolidação de medidas integradas.

 



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Projeto da Ufac integra exposição sobre memória da covid-19 — Universidade Federal do Acre

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Ministro da Saúde Alexandre Padilha

O projeto de extensão Relatos de Maternidade, da Ufac, desenvolvido entre setembro e dezembro de 2020, compõe a exposição A Infinita Memória da Pandemia: A História da Covid-19, cuja cerimônia de inauguração ocorreu na terça-feira, 26, no shopping Conjunto Nacional, em Brasília, e que também passará por Fortaleza, Manaus, Porto Alegre e São Paulo.

O projeto foi desenvolvido pelas professoras Ana Letícia de Fiori, do curso de Ciências Sociais e do programa de pós-graduação em Artes Cênicas, e Camila Bylaardt Volker, à época do curso de Letras e atualmente servidora do Ministério das Mulheres. Elas e seis estudantes entrevistaram, por WhatsApp, mais de 50 mulheres e mães, coletando relatos sobre suas experiências de maternidade e vida.

O trabalho abordou, ainda, cuidados, trabalho, família, medos, esperanças e projetos afetados pela pandemia da covid-19 no Acre, originando um e-book (162 p.) lançado pela Editora da Ufac (Edufac) em 2025, disponível para leitura online e download gratuito. Além disso, passou a integrar o Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, como coleção.

Nessa quarta-feira, 27, as professoras Ana Letícia e Camila participaram, tratando dos relatos de maternidades, de mesa-redonda com os organizadores dos projetos Fala, Parente (PET Indígena, Unifap), a qual contou com depoimentos de indígenas do Amapá, Pará e Guiana Francesa.

A exposição levará a capitais brasileiras parte das coleções do Memorial da Pandemia de Covid-19, sediado no Rio de Janeiro e desenvolvido pela Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde, Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde e Centro de Humanidades Digitais da Unicamp.

 



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